sábado, 31 de janeiro de 2009

Desviar as atenções para o computador

Paulo Estêvão, deputado do PPM no parlamento regional, diz que vai continuar a usar o computador Magalhães no hemiciclo, mesmo que gozem com ele. E eu a pensar que as pessoas só gozavam com este deputado por causa das ideias que ele defende.

EDIT: E não é que houve por aí alguém que viu que eu tinha escrito no título "derviar" em vez de "desviar". Estas teclas do Magalhães são mesmo pequenas para os meus dedos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eles até influenciam o tempo

Hoje o dia vai estar deveras frio por estas ilhas e até há possibilidade de cair neve nos pontos mais altos das Flores, Pico, Terceira e S. Miguel. Dizem os meus colegas do ramo profissional que este estado de coisas se deve a uma corrente de ar fria de origem polar. Estão redondamente enganados. A origem deste tempo deve-se ao frio gerado no encontrado desta semana entre Carlos César e Berta Cabral.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Frete

O desejo pelo encontro era certamente ardente. Tão ardente quanto o álcool despejado sobre uma ferida aberta. E as caras dos dois titis cá da terra estão aqui para o provar:

Imagem: AO

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cada macaco no seu galho sff

Nos últimos dias, na previsão do estado de tempo da RTP-A, um colega do ramo profissional tem dito coisas do género: "Amanhã vamos ter um dia muito húmido nos Açores." Aproveito para informar o caro colega de que pleonasmos envolvendo os Açores e elementos meteorológicos são um exclusivo do ramo amador da ciência.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Encurraladas ficavam melhor

Um bando qualquer de ecologistas ficou com o cio quando viu umas vacas dos Açores em exposição na Praça de Espanha na capital do império. E os motivos para terem entrado neste estado são fortíssimos. Dizem eles que:
as vacas são submetidas a stress, por serem forçadas à dureza dos factores climatéricos a que estão expostas, nomeadamente a chuva intensa e o frio (RTP-A).

Alguém que ofereça a esses ciosos uma passagem para eles virem até cá aos Açores, pois, desta forma, terão possibilidade de passar do cio para o nirvana, dado que poderão juntar a humidade à chuva e ao frio.

Tudo em família

O governo regional comprou uma fábrica de conservas em S. Jorge que era anteriormente propriedade de José Leovigildo. Curiosamente, trata-se da mesma pessoa que, na qualidade de presidente da câmara da zona, tinha inaugurado a fábrica junto com o presidente do governo regional. E, não fosse alguém se esquecer destas ligações familiares, nada como dar uma entrevista com a placa de inauguração por detrás.

Imagem: RTP-A

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Uma questão de figuras geométricas... e de legalidade

"Queres entrar comigo no jogo da roda? Entras com 1000 euros (100 euros na versão para menos abastados) e ganhas, de repente, 8000 euros?" Nas últimas duas semanas, ouvi esta pergunta uma mão cheia de vezes por aí. Parece-me é que se enganaram na figura geométrica. Em vez de uma roda, será mais uma pirâmide.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Nem em momentos de puro delírio

No discurso de abertura do congresso da laranja regional, Berta Cabral afirmou: "confesso que nunca pensei abrir um congresso do PSD como presidente". Também acho que mais ninguém pensou em semelhante coisa. Então, desde que Tia Bertinha chegou a presidente da CMPD e tudo fez e continua a fazer para aparecer na fotografia, é que mesmo nenhum açoriano se lembrou desta hipótese meramente académica. É óbvio que me estou a referir aos açorianos falecidos antes de 2001.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fartura

A avaliar pelos últimos dias, creio que deveria alterar o nome da minha persona virtual para porta-voz amador, tais são os pedidos para que publicite delírios, preocupações e demais frutos de mentes alheias. Tudo a bem da economia regional.

Há, então, quem sugira que o governo regional rentabilize o aeroporto do Corvo, através de um aumento da pista. Seria uma ampliação em curva, a circundar a ilha ou apenas a Vila Nova, que passaria a ser palco, entre outras coisas, do Grande Prémio de Fórmula 1 do Corvo. Quanto aos aviões, não me parece que as curvas fossem grande problema, pois ainda hoje se viu que até na água eles aterram sem grandes problemas.

Para financiar a obra, outros recomendam que o governo recorra ao banco outrora com nome açoriano. Com a (con)fusão de que o banco foi alvo, as transferências estão a ser processadas com mais atraso do que no tempo dos pombos-correio, por isso o actual governo bem que podia sacudir a água do capote e deixar a factura da obra para o próximo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Uma lata de atum por insulto

A Cofaco vai exportar atum enlatado nos Açores para a Venezuela. Em troca, parece que Carlos César vai receber umas aulas de retórica política de Hugo Chavez, para que, desta forma, possa rivalizar com João Jardim na nobre alto do insulto. O objectivo é ter Ti Carlins a pronunciar sem rodeios nem reservas um chaviano "Vayanse al c*****, Cavaco Silva de m*****!"

domingo, 11 de janeiro de 2009

Da aparência e postura da gerência

Alguém que deve padecer de graves problemas de visão questionou-me hoje sobre a indumentária a usar e postura a ter pelo responsável de uma imobiliária, quando dá uma entrevista para a televisão. Respondi obviamente que, se tal pessoa for homem, deve abrir os três ou quatro botões de cima da camisa, para se ver o cordão de ouro e os pêlos do peito, não se esquecendo de não olhar na direcção da câmara. Queria uma imagem que ilustrasse esta posse e, como também é óbvio, encontrei-a num programa da RTP-A da autoria de um conhecido poeta da nossa praça. Ei-la:

Imagem: RTP-A

Só faltou a cereja, ou seja, um palito de dentes na boca.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

De resto, não sei de que falaram

Pontos altos de um debate na RTP-A.

Jorge do Nascimento Cabral vira-se para Pedro Arruda e pergunta: "Qual foi a Wikipédia em que o doutor leu isso?"

Melo Bento fala de uma empresa que foi comprada pelo governo, mas não menciona o nome. Jorge do Nascimento Cabral menciona-o, pelo que Melo Bento conclui: "Vê-se logo que és do Nordeste."

Continuando a discorrer sobre os presentes, Melo Bento louva o bisavô do Dr. Arruda pelo seu trabalho em prol do turismo.

Um telefonema muito mais interessante desvia a minha atenção do debate. Quando regresso ao convívio dos debatedores, já estava o dito cujo a terminar, mas Pedro Arruda ainda teve tempo para dizer que em 2009 se comemoram os 50 anos da Barbie.

Potenciar os novos produtos regionais

O assunto que mais comichão despontou no espírito de Cavaco Silva, nos últimos anos, conheceu hoje um novo capítulo. O comandante da tropa nacional estacionada nestas ilhas adjacentes diz que não vai hastear a bandeira dos Açores nos quartéis, como manda o novo estatuto. Tendo em conta o trabalho que o governo regional teve a distribuir kits com a bandeira, há que dar uma resposta a este comandante insubordinado.

Aqui há coisa de atrasado, quando o então PR Mário Soares vetou uma lei que proponha basicamente o mesmo, o então PGR Ti João Bosco e correligionários receberam o PR de óculos escuros e gravata preta. Foi um acto que teve um grande impacto no comércio local de óculos escuros e gravatas pretas. Hoje, quando o governo regional receber alguém das forças armadas, tem de recorrer a outro produto e potenciar outros sectores da economia indígena. Que tal usar o cheiro das caldeiras das Furnas como fragância? Ou então aproveitar a sugestão da Maninha e não tomar banho nas duas semanas anteriores ao encontro?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A exportar tachos, então ninguém nos ganharia

Em entrevista publicada no passado fim-de-semana, Monteiro da Silva afirmou que a agência regional para captar investimento externo, na qual ele já foi titular do tacho de presidente, não interessa. Segundo este juiz do Tribunal de Contas, actual tacho desta eminência reverendíssima, os Açores têm é de produzir produtos que sejam exportáveis. Assim de repente, lembro-me de um produto que poderá ter grande sucesso: cheiro das caldeiras das Furnas engarrafado. Dificilmente se conseguem bombas de má cheiro mais eficazes e estou mesmo em crer que o Hamas o comprará à tonelada, pois é muito mais letal do que os roquetes que os extremistas palestinianos lançam actualmente sobre Israel.