quarta-feira, 30 de julho de 2008

Cenas da vida quotidiana - Mal entendidos

“Eu não sou racista, mas os pretos incomodam-me.” Um pouco mais atrás, do alto dos seus quase dois metros, um negro olhou com desconfiança a ditosa anciã que se referia unicamente às moedas de valor mais baixo.

domingo, 27 de julho de 2008

Fruta da época

Sem saber o que fazer ao material que comprou na última vez que fez férias na neve, Rui Melo, o magnânimo presidente da Câmara de Vila Franca, decidiu instalar no concelho, durante as próximas semanas, uma pista de gelo artificial. Seguindo a mesma lógica, aproveitou também para anunciar que vai disponibilizar uma praia artificial nos próximos meses de Janeiro e Fevereiro.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lá tinha eu que ser metido ao barulho...

À saída da audiência com o Presidente da República, Carlos César disse:
por causa das condições meteorológicas "quanto mais cedo" se realizar o escrutínio "melhor". (AO)

Perante isto, fico então à espera do convite para ser ouvido pelo PR sobre tão delicada matéria.

sábado, 19 de julho de 2008

Diz-me por onde andas, dir-te-ei quem não és

O PS/A apresenta hoje o seu programa, para as eleições de Outubro, na mesma sala do mesmo hotel onde o PSD/A apresentou o seu programa na passada quinta-feira. Carlos César já mandou desinfestar a sala, pois receia ser infectado por algum vírus da derrota deixado por lá na última quinta.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

a e i o u

Esta é mesmo boa. Olhamos para a informação não variável da factura de uma empresa respeitável e esperamos que esteja tudo correcto. Mas não é que uma vizinha minha me fez chegar às mãos um pedaço de uma factura onde se lê:


"Isente"? Mas estamos perante o quê? A primeira pessoa do singular do presente do conjuntivo do verbo isentar? Ou será a terceira pessoa do mesmo número, tempo e modo do dito verbo isentar? Ou estaremos ainda na presença da terceira pessoa do singular do imperativo afirmativo? Não, o que esta empresa queria usar é o adjectivo que se escreve "isento". Com tão bons profissionais de consultadoria e comunicação no mercado local, não custa nada contratar um, até porque dá uma boa imagem à empresa.

PS - Receio que algum espírito se terá apoderado de mim aquando da redacção deste texto. Por isso, agradecia alguma atenção à etiqueta.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Papá, o que quer dizer oferecido?

Quer dizer que custa um euro, meu filho.


Pronto, se o artista não aparecer este ano, sempre são menos uns cobres que a Fábrica de Espectáculos tem de reembolsar.

PS - Um comentário tipográfico levou-me, entretanto, a perguntar ao
Google se me podia esclarecer uma dúvida "gratuita" sobre este mesmo evento. O Diário dos Açores confirmou a promessa "gratuita".

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O processo

Depois de ter oferecido aos seus leitores livros e amuletos de sorte, o AO começou hoje a distribuir CDs dos Grandes Compositores. Quando soube da notícia, Carlos César mandou, de imediato, processar o jornal por plágio, pois dar música aos açorianos é marca registada do governo regional.

sábado, 12 de julho de 2008

Cenas da vida quotidiana - Multiplicação

O novo brinquedo tem feito despertar a criança que há em cada micaelense - e parece que também a desperta em gentes de outras paragens -, fazendo as delícias dos senhores e senhoras das empresas de sondagens, pois, desta forma, basta-lhes umas horas nas Portas do Mar, para contabilizar a maior parte dos votos que César, o Obreiro receberá em Outubro.

Mas tal abundância parece ter causado perplexidade numa dessas senhoras inquiridoras da opinião alheia, que questionou alguém próximo sobre o local por onde andariam anteriormente estes espécimenes populares. Mostrando que a formação em vulcanologia e riscos literários sempre serve para alguma coisa, uma especialista astuciosamente respondeu que eclodiu uma caldeira nos Fenais da Ajuda de onde não brota água quente a borbulhar, mas fumega gente sem parar.

A homofonia barata só serve para realçar a visão de futuro do governo regional, ao não concentrar todos os investimentos na cidade maior, pois esta caldeira vai atrair multidões aos Fenais da Ajuda. Resta saber de que centro comercial brotarão elas.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

E se elas se deixassem ficar pela cozinha?

[o desemprego] cresceu sobretudo motivado por um grande aumento da população activa, particularmente pela taxa feminina de actividade (Carlos César, RTP-A)

(clicar para ampliar)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Hoje é segunda-feira :) V

Essa coisa de aplicar etiquetas às mensagens fez-me ver que já tem algum tempo que não me debruço sobre o dia mais incompreendido da semana. Hoje, todavia, o alvo não é de natureza profissional, ficando-se, antes, pela vizinhança (umas certas homilias dominicais publicadas pelo AO sempre tinham de servir de inspiração para alguma coisa).

Ora, então vamos lá ao que interessa. Imaginem aquele vizinho de um andar abaixo do vosso que reúne todas as características que nos dão uma intensa vontade de rogar uma praga, mas não o fazemos, pois suspeitamos da eficácia de tal modus operandi. Resta, então, reunir ao seguintes elementos:

- mini aparelhagem baratucha (não se gasta muito dinheiro com estas coisas) com comando à distância;
- fita dupla face forte, para colar as colunas à aparelhagem;
- CD de uma banda de extreme death grincore (qualquer coisa como isto);
- corda, para fazer descer a aparelhagem até à varanda do vizinho.

Depois de colocada a aparelhagem em varanda alheia, é tempo de dar uso ao comando. É óbvio que convém a coisa ser feita numa noite de domingo para segunda, para tornar o início da semana um tudo-nada mais especial.

Nota final - Não é aconselhável colocar a aparelhagem na varanda do vizinho logo abaixo do vosso andar, mas sim dois andares abaixo, assim rapidamente a vítima culpará o vizinho do andar logo acima.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cenas da vida quotidiana - Estética

O rosto calejado pela aspereza de 60 anos de uma vida em que duros trabalhos se sucederam, qual deles exigindo uma maior exposição solar. O corpo cansado pelas várias facadas que ele dera e continuava a dar no matrimónio. Mas já diz a intelligentsia que o tempo não perdoa e a concorrência também não. Por isso, o nosso D. Juan deslocou-se à farmácia mais próxima, para reabastecer o seu stock caseiro de anti-rugas, para a noite e para o contorno dos olhos. “Para de dia ainda tenho lá um garrafo.” – disse enquanto se gabava, antes de piscar o olho à senhora que estava ao seu lado no balcão. Mal sabia que a moça que o servia se preparava para lhe fazer uma proposta indecente: “Ó senhor, e o cabelo acho que está a precisar de um tratamento. Não quer levar aqui um shampoo especial?” Atrapalhado, respondeu apressadamente: “A senhora não se preocupe que eu uso sabão branco e azul para a cabeça.”

terça-feira, 1 de julho de 2008

Portões de quinta

Pelo intervalo do Telejornal, vejo o anúncio (fast forward para o minuto 14:40) da inauguração das Portas do Mar, por onde se diz:
Prepare-se para a maior festa que os Açores já viram. Música, luz e cor com artistas vindos dos quatro cantos do mundo.

Fiquei com, pelo menos, duas dúvidas. Neste grandioso espectáculo, os artistas também vão praticar escalada e montanhismo, para ultrapassar o buraco do parque de estacionamento da avenida e mais facilmente chegar às Portas do Mar? E será que, nos artistas dos quatro cantos do mundo, está incluído Carlos César, esse exímio tocador de acordeão?