sexta-feira, 28 de março de 2008

O nome

A RTP-A tem agora um novo programa dedicado ao debate parlamentar que dá pelo nome de "Café Parlamento". Para variar, alguém na televisão regional teve um momento de epifania e conseguiu plasmar no nome o que realmente acontece no parlamento: discussões de café.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Filmes na escola

16 anos? Telemóvel com câmara? Filmes na escola? O timing para o lançamento desta iniciativa não podia ser pior.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Savoir faire

Aproveitei os santos dias da Páscoa para debater história medieval com uma amiga. A meio, a conversa sofreu uma inflexão e centrou-se naquilo que certas pessoas possuem dentro da respectiva caixa craniana. Abeirava-se esta discussão do seu fim, quando por nós passaram duas moças que se podiam classificar como "boas". Como interessado que sou em obras de arte, repousei o meu olhar por uns instantes nas ditas, o que desencadeou o seguinte diálogo:

Amiga: Elas não têm nada dentro da cabeça.

Eu: Pois, e o pior é que há por aí muita gaja boa que não só não tem nada dentro da cabeça, como ainda por cima não sabe foder.
Amiga (disfarçando alguns risos): E parece que há gajos bons que também sofrem dos mesmos dois males...
Eu: Não me chames de "gajo bom", porque ofendes o conceito de beleza.

domingo, 23 de março de 2008

Publicidade Banif Açores e um delírio em Domingo de Páscoa

O que eu consegui ler na publicidade do Banif Açores, enquanto produzia uma obra de arte:

“Bati a milhentas portas, o Banif abriu a porta da sua casa de banho”. “Chegou na hora certa, já estava mesmo à beirinha”. “Chegou-se à frente o primeiro enviado especial da tripa”. “Atravessou-se, o que tornou o parto mais complicado”. “Ainda assim, foi a minha tábua de salvação”. “O meu anjo da guarda, a luz ao fundo do túnel – pronto, exagerei”. “O melhor amigo da minha empresa – e que empreendimento construí naquela sanita”. “Um ombro para me apoiar – epá, vamos manter a decência e fingir que eu não precisei de ajuda”. “O suor escoria pelas minhas costas quentes”. “Um parceiro que marca a diferença – de facto, depois foi preciso chamar os bombeiros para desentupir a fossa”. “Como deve ser, às direitas, 5 estrelas é o que se pode dizer do trabalho dos bombeiros”. “Um alívio! – exclamaram as beiras do cu”. “Uma bênção! – apregoou o padre por eu não ter usado a casa de banho da igreja”. “Uma dádiva! – regozijaram todas criaturas que se alimentam na fossa”. “Um descanso! – exultou quem costuma limpar a casa de banho cá em casa”. “Quando quis compra casa fui procurar o Banif, para tirar o modelo para a casa de banho”. “Obrigado por nos atenderem depois do fecho da agência – quer dizer, foi bem melhor para o Banif ter sido usada a casa de banho do que se ter obrado à porta da agência”. “Acreditou em mim quando a minha tripa ainda não tinha mostrado nada, era embrionária e dava os primeiros passos”. “Crédito aprovado, concedido, deferido, pode avançar com a reconstrução da casa de banho!”. “Foi mágico, foi lindo, um sonho, incrível, inesquecível, único, eufórica, estupefacta, em transe, enfim, a minha tripa ficou arrepiada com tamanha produção!”. “Já eu fiquei com um nó na garganta e vieram-me as lágrimas aos olhos quando recebi a conta do prejuízo”. “O único banco que vem visitar a minha empresa e fica com um sorriso estúpido na cara ao saber que ganhou uma nova casa de banho”. “Apostou em mim, mas não eu neles, está sempre do meu lado, é um banco que não me quer deixar, pois há mais agências a precisar de novas casas de banho”. “Ao preço que estão as louças sanitárias, o sucesso deles acaba com o meu”. “Cresceu muito e, tantos anos depois, continua a apoiar a minha obra”. “Desculpem mas tenho de perguntar: como é que aparece sempre uma agência vossa à minha frente quando me dá uma certa vontade?”.

sábado, 22 de março de 2008

Excreções

Por estes dias, Ricardo Lalanda inaugurou em Ponta Delgada uma exposição intitulada Merda Dourada. Quando soube, Natalino Viveiros ficou possesso, pois julgou que a dita consistia num apanhado com o que de mais suculento se publica no Correio dos Açores.

EDIT: Parece que Natalino Viveiros tinha mesmo razão para ficar possesso. Ora atente-se neste pormenor da reportagem da RTP-A sobre o evento:

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dia do Pai

O dia do pai é mais uma daquelas criações do demónio que só servem para nos criar cabelos brancos, enquanto pensamos no que ofertar ao progenitor.

Este ano, quis restringir as minhas apoquentações, pelo que reduzi as minhas possibilidades de oferta a apenas três. A primeira era 1kg de farinha, mas foi rapidamente abandonada, pois confeccionar o que quer que seja está longe de ser a especialidade do meu pai, e eu acabaria por indirectamente estar a oferecer algo à minha mãe no dia que não lhe é dedicado.

Posteriormente, atravessou-me o aterro sanitário mental a hipótese do feliz contemplado ser 1 litro de diluente celuloso. O problema é que bricolage também não é o forte do meu pai e, desta forma, estaria a ser egoísta, pois, no fundo, estaria a me presentear, dado que eu é que acabaria por fazer uso deste litro de néctar divino.

E assim cheguei à única coisa que realmente o podia oferecer hoje. Uma embalagem de Amaciador para Roupa Comfort, porque se há electrodoméstico que o meu pai domina com grande à vontade, esse é a máquina de lavar roupa.

Agora só me resta uma dúvida. Devo embrulhar o dito num folheto da Worten ou do Sol-mar?

segunda-feira, 17 de março de 2008

Momentos de epifania

Vein Man, a renown short player* for a local underground band, was screwed to a point beyond the known heavens. The competition was ruthless, and Vein Man is yet to learn to count up to the number that can express the quantity of boots that have been licked. But his distressed state was a blessing – it’s only under these circumstances that you can experience a true epiphany and your wrath can coin such masterpieces. “Tatã demencial,” typed Vein Man in a fury without recognizing the gem he had just given birth to. All the regional and popular flavor of “tatã” combined with the erudition lurking behind “demencial.” And I happened to be sitting at the other end of this messenger chat. I am a lucky man… or maybe I’m not, and I’m just exorcising the blue devils that life sometimes presents you.

*”Short player” is a copyrighted translation of Google Language Tools.

domingo, 16 de março de 2008

Infâmia

Pause. Rewind. Fast forward. Ele era um grande amante de filmes porno, sabia inclusive o nome das actrizes. Já a mulher não apreciava, pelo que ela decidiu experimentar as potencialidades do site divórcios na hora.

Ainda assim, o dia até que não corria mal a este político quando soube que, na sua ilha natal do Arcanjo S. Miguel, havia naquele momento não um, mas dois circos. Indignado, convocou um grupo de colegas. Juntos, somaram o número de artistas de circo que essas companhias representavam. Conscientes do perigo que corriam, resolveram processar esses artistas por concorrência desleal.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Alguém vai ficar a fazer figas

Alguém, que certamente não conhece os grandes perigos que corre, decidiu aproximar-se de mim ontem de manhã, para me vender um bilhete para o sorteio de um cabaz de Páscoa – e eu que julgava que tais coisas só existiam no Natal. Resolvi fornecer os seguintes dados:

Nome: Carlos Martins do Vale*
Morada: Rua José Jácome Correia, s/n
Telefone: 296 301 000

*Mais conhecido por Carlos César. Não sei porquê, mas julguei que o presidente do governo necessita de um cabaz.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Hoje é segunda-feira :) IV

A pedido de várias famílias de carrapatos e de uma família de lêndeas, retomo aqui a análise de várias actividades que se podem empreender no dia menos compreendido da semana, a segunda-feira.

Bem sei que o Carnaval já lá vai, mas nunca devemos ignorar o poder da água. Para que tal aconteça, reúnam os seguintes ingredientes:

- fio de seda
- fita-cola resistente à água
- um balão ou um preservativo (normal, ultra fino, com sabores – qualquer um serve)

Preparação do cozinhado:

Façam um pequeno furo no balão ou no “preventivo” e tapem o mesmo com a fita-cola. Coloquem o fio de seda deve de forma a conseguir retirar a fita-cola e, sub-repticiamente, trazê-la de volta até vós. Encham o “vasilhame” escolhido com água (ou lixívia, vinho verde, urina, Sonazol lava tudo, creolina ou outro qualquer produto de natureza líquida). Colem o “recipiente” debaixo da secretária do vosso alvo, com a abertura virada para a zona pudibunda do mesmo. Quando ele estiver sentado, puxem o fio de seda.

Convém treinar a manobra em casa, para que a fita-cola saia na perfeição, o esguicho esteja bem direccionado, o balão/preservativo não caia e, sobretudo, para que consigam trazer a fita-cola de volta até vós sem que ninguém note.

E, pronto, passam a poder dizer que o vosso patrão ou aquele colega de quem ninguém gosta costuma mijar nas calças em pleno emprego.

sábado, 8 de março de 2008

Era tão pura, tão pura…

...que, numa altura em que os telemóveis ainda rareavam, ela fazia broches em troca de moedas que usava em telefones públicos… para falar com o namorado.

Aqui fica o meu contributo, em tons politicamente correctos, para o dia internacional que hoje se comemora – para quem não sabe, é o da mulher e não o dos broches.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Pregador da aldeia

Para ilustrar a notícia sobre a coligação menos de 1%, o AO de hoje escolheu esta foto vinda directamente do mundo do fantástico:

(AO, 06.03.08)

Com esta posse, José Ventura passa directamente de líder partidário para bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, com direito a tempo de antena na TV Record.

terça-feira, 4 de março de 2008

Interesses obscuros

No julgamento do processo relativo ao desvio de 150 mil euros do Santa Clara, a testemunha Luciano Melo afirmou, em tribunal, que o suspeito Pedro Castanheira lhe disse que tinha usado o dinheiro não para pagar o passe de um jogador, como era suposto, mas em outros assuntos do interesse do clube. Como não se especificou que interesses eram esses, suspeito que o Santa Clara também tenha andando no mercado a adquirir “café com leite”, “rebuçadinhos”, “chocolatinhos” e “fruta de dormir”. Agora, a avaliar pelos resultados da equipa de futebol, de certeza que não foram os árbitros que degustaram tais “iguarias”.

Lions on cocaine

Um circo decidiu vir até Ponta Delgada, tendo optado ou sido forçado a instalar-se nos terrenos da antiga fábrica Lacticínios Loreto, zona mais conhecida por Casal Ventoso de Ponta Delgada. Tendo em conta os ares que se respiram pela zona, ainda algum domador inala o que não deve, entra em transe e depois um leão ainda vê nele um bom suplemento vitamínico para deglutir em pleno espectáculo.