sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Respostas

Houve por aí alguém que se rege pelas variáveis da Alegria e da Tristeza que resolveu discorrer sobre perguntas. Ela deixou-as por ali e respondo-as por aqui:

Se decidisse fazer algo e os seus amigos o aconselhassem vivamente a não o fazer, conseguiria fazê-lo na mesma?
Julgo que não, porque depois de eu dizer que ia empalar esse amigo, é provável que ele passasse a ter protecção policial e eu fosse preso (nota: o autor do livro é meu amigo).

Gostaria de passar um mês sozinho num paraíso natural?
Pessoas como eu estão proibidas de se aproximarem de paraísos naturais pelo Protocolo de Quioto.

Estaria disposto a ir até um matadouro e matar uma vaca?
Mas porquê o matadouro? Eu só primitivo e esquartejo a vaca mesmo ali no pasto.

Come carne?
Sim, mas só se for crua, logo após a matança.

Consegue fazer xixi em frente de outra pessoa?
Xixi não, mas cocó sim.

Costuma cuspir ou meter o dedo no nariz em público?
Cuspir não, só mandar clames. Meter apenas o dedo no nariz é para meninos. Eu meto o dedo no nariz e depois como os macacos.

Considerando que a recuperação seria instantânea, estaria disposto a ficar um ano inteiro paralisado do pescoço para baixo para evitar a extinção da baleia azul?
Eu estaria disposto a ficar nesta situação se me dessem um bote baleeiro ultra moderno, para eu ir caçar as últimas baleias azuis. Quer dizer, acho que não vale a pena eu me sacrificar um ano, pois há outras pessoas que estão a tratar da caça.

Estaria disposto a passar uma noite numa casa isolada, supostamente assombrada?
A minha presença neste tipo de moradias foi proibida pela Associação Espírita. Dizem que o meu mau aspecto consegue assustar os espíritos.

Você foi convidado para uma festa onde vão estar muitas pessoas fascinantes que nunca conheceu. Iria, se tivesse sozinho?
Isto é uma hipótese académica, pois eu não tenho vida e ninguém me convida para festas. Agora, se me convidassem, era capaz de ir, caso sentisse uma pulsão momentânea para fazer cocó em público.

Antes de fazer um telefonema, ensaia o que vai dizer?
Escrevo um discurso e mando-o por mail, para aprovação, ao tipo que escreve os discursos do George W. Bush.

Com que idade teve a sua primeira relação sexual?
Epá, com cabras conta?

Pensa que teria sido melhor ter esperado mais um pouco pela sua primeira experiência sexual?
Definitivamente devia ter deixado o parceiro habitual da cabra ter ido primeiro. É que levar com uma marrada por trás de um bode não é nada simpático (felizmente, o bode tinha má pontaria).

Ou ter começado mais cedo?
Também podia ser, porque o bode ainda não estava com tesão.

O sexo é o que imaginava que fosse?
Não. Julguei que a mulher levasse confétis e dissesse “Eu sou o teu período”, mas depois percebi que a Evax andou a fazer publicidade enganosa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Contributos para o desenvolvimento da civilização ocidental

A Secção de Trânsito da PSP resolveu fazer, nos últimos dias, operações stop mesmo à porta da minha casa. É uma grande ideia, pois qualquer sítio por mim frequentado merece ser fortemente vigiado. No entanto, detectei uma grave falha nos procedimentos policiais que pode ser aproveitada não só por mim, como também por todo um outro conjunto de indivíduos bastante menos perigosos, como aqueles que levam granadas para a escola. Se querem infringir algum normativo legal, façam-no quando há precipitação, pois a bófia baza mal sente o primeiro pingo de chuva. Afinal parece que começa a ser justificado o nome deste pardieiro que alguns confundem com um blogue.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Desenvolvimento III

Tem sido frenético este último mês no que ao desenvolvimento da região diz respeito. O ritmo a que o dito se tem processado é tão elevado que recomendo ao Serviço Regional de Estatística que passe a apresentar valores à semana – e até ao dia –, em detrimento dos actuais valores semestrais e anuais. Prova irrefutável do que acabo de afirmar foi o evento noticiado pelo AO de ontem. Se há cerca de um mês eu alertava para a insuficiência do material bélico que os nossos alunos levam para as escolas, hoje tenho que enaltecer o esforço de quem já leva granadas.

PS – Uma vez que costumo fazer uns biscates como professor, já adquiri um colete a prova de bala. Agora, como me protejo de granadas?

sábado, 19 de janeiro de 2008

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Harmonia

Vá-se avançar com a construção, na Calheta Pêro de Teive, em Ponta Delgada, de um centro comercial. Compreende-se a necessidade implantar na zona tal infra-estrutura, pois não havia nada do género num raio de 50 centímetros. E a coisa promete, tanto é que se “teve a preocupação de harmonizar o projecto com a margem urbana envolvente” (RTP-A). E para a harmonização com os espaços envolventes ser completa, o centro comercial disporá de um bordel e de uma sala de chuto.

domingo, 13 de janeiro de 2008

DAAAAAAASE!!!

Diz-se por aí que os Açores são a quarta região do país com mais traficantes de droga. São muitos, mas não me aparece agora um por aqui um com algo que me aliene de uma terrível dor de dentes.

Faltou o principal à reportagem

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Amigos e bombas

Carlos César decidiu adiar, este ano, a celebração do dia de amigos da tradicional quarta quinta-feira antes do Carnaval, para a quarta sexta-feira anterior ao Entrudo. “São modernices, mas o fundamental da festa é para manter” terão sido as palavras do presidente do governo regional ouvidas por um repórter surdo-mudo. E foram palavras que caíram que nem uma bomba junto do indivíduo que fez a reserva do fundamental que quis ser ainda mais moderno e contratou strippers masculinos. E lá foi necessário arranjar umas desculpas para se cancelar o jantar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Frutos Estrela

O AO de hoje faz manchete com os assaltos de que foi alvo o carro de Rui Melo, presidente da Câmara de Vila Franca. Eu até era a favor destes actos, caso os meliantes não tivessem levado dinheiro e fruta, mas sim o próximo discurso de Rui Melo.

PS – Para afugentar os ladrões, Rui Melo sempre pode retirar a sua estrela de xerife da lapela do casaco e colocá-la no pára-brisas da sua viatura particular. Deve ser suficiente para meter medo… a ladrões mortos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Desenvolvimento II

Por aqui exultei o desenvolvimento que brota por esta terra, mal sabendo que menos de um mês passaria antes de ter que renovar o meu júbilo. Num parque de estacionamento de Ponta Delgada, três automóveis foram alvo do fogo. Não de um fogo qualquer, mas sim do mais nobre dos fogos: fogo posto. Arte em estado bruto é a única expressão que me ocorre para distinguir o cenário. Pode haver quem por aí queira comparar esta orgia de sensações às manifestações dos subúrbios franceses, porém, neste campo, os nossos intérpretes já ultrapassaram quem supostamente lidera o fenómeno a nível mundial. Reparem como é notável o cuidado com que o(s) artista(s) reduzem um dos carros a uns poucos ferros retorcidos, preservando, todavia, a cor das jantes. Mas ainda mais notável é os artistas manterem-se anónimos, fruto de uma actuação ainda mais anónima das forças de segurança.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Restos

Ele há o tocar à campainha uma, vá lá, duas vezes. Ele há o tocar novamente se, passado algum tempo, a porta não se tiver aberto. E ele há também o tocar na campainha 27 vezes em menos de 30 segundos. O que se faz neste último caso? Buscamos o resto dos Mentos e da Cola da passagem do ano, deslocamo-nos para o primeiro andar, abrimos uma janela, colocamos os Mentos na garrafa e depois desejamos um bom ano ao pedaço de ser humano viciado em campainhas.

PS – Isto também é uma actividade lúdica, com uma forte componente educativa, que pode posta em prática às Segundas ou em dias que se seguem a um feriado.