quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O crime talvez compense

Ele ha quem pratique desportos radicais, como viajar no Ilha Azul, ou faca um sem numero de actividades ainda mais arriscadas, como ouvir um discurso de Rui Melo, para ter uma descarga de adrenalina digna de relevo. Eu sou muito mais comedido, pois a designacao de um crime assim mais para o estranho e suficiente para me elevar os niveis deste estupefaciente. Enfim, cada qual com a sua pancada.

Um dos crimes que sempre me fascinou e o da "participacao economica em negocio". E que se esta mesmo a ver que nenhuma pessoa de bem participa num negocio com a intencao de obter vantagens economicas. Eu, por acaso, costumo ter em mente o objectivo de ganhar algum, mas isso e so porque sou ma pessoa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Vamos dancar o bailinho da Madeira

Numa recente visita 'a Madeira, o edil de Vila Franca do Campo dirigiu estas elogiosas palavras ao timoneiro da Republica das Bananas:
"Os Açorianos e muitos Portugueses do Continente, precisavam de ver a obra realizada na Madeira e o seu desenvolvimento. Só comparando, é possível reconhecer a obra dos Governos do Dr. Alberto João Jardim." (CMVFC)

O que as pessoas nao sabem e' que o proprio Rui Melo ja' anda a seguir as pisadas do seu heroi, como e notorio na foto abaixo.

Camisa aberta – e' um primeiro passo para a mimese da posse de Jardim na capa do Tal & Qual em 1997, onde o grande inaugurador de obras madeirense aparecia envergando apenas um par de cuecas.

Cordao de ouro proeminente – sinal de bom-gosto e requinte ao nivel do idolo madeirense.

Oculos escuros – nos Acores podem ficar na mao, mas na Madeira sao um apetrecho indispensavel, pois assim nao se veem os tiques autocraticos de Ti Alberto Joao.

Charuto – o ultimo elo de ligacao e o trampolim para uma aparicao na capa de uma publicacao nacional dita de referencia.

Atlantico Expresso (06/08/2007)


Unica (02/10/2004)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Scents of the world

Ha por ai uma quantidade apreciavel de gente que se pode resumir a uma pessoa (va la, duas) que me tem atazanado o juizo sobre qual a fragancia exotica que mais se assemelha ao cheiro exalado por esta lixeira a ceu aberto que alguns confundem com um blogue.

Esta curiosidade assaz disparatada tirou-me o sono, nos ultimos meses, durante uns 3 minutos, o que foi tempo mais do que suficiente para fazer com que o meu solitario neuronio passasse a analisar todos os odores com que se deparava ate detectar um que lhe satisfizesse o apetite. O escolhido foi, assim ao calhas, o fedor que nos assombra as entranhas quando entramos num cibercafe frequentado maioritariamente por coreanos que injectam no organismo, que e como quem diz, comem cordoes umbilicais de Yorkshire Terriers tracados com Pitbulls, embuidos num molho feito a base de fluido menstrual de lesbicas cuja virgindade dos canais auditivos ainda nao foi deflorada por nenhum cotonete.

PS – Entretanto, vou ali gregoriar e ja volto.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Street cred

Mário Andrade, ali das bandas da Ribeira Grande, foi um dos melhores marcadores do Campeonato do Mundo de Futebol de Rua (também conhecido por Mundial dos Sem Abrigo) que decorreu recentemente na Dinamarca. A coisa correu tão bem que o jovem até foi convidado para treinar à experiência num clube lá da zona (Futebol Clube da Ponte Movediça de Copenhaga ou lá como se chama a agremiação).

Quando soube da notícia e comparou as performances do rapaz com as dos seus jogadores, o Santa Clara decidiu “realojar” os seus atletas junto à porta da sede... do lado de fora, como é óbvio!


sábado, 4 de agosto de 2007

E quantas toneladas é que vai querer?

A vox populi tem andado a espalhar pelo mundo dos vivos – local paradisíaco, dizem-me – que houve alguém que andou por aí a estudar o que os açorianos pensam sobre o turismo. É uma atitude de louvar, embora receie que não tenham perguntado aos inquiridos qual era o pau mais indicado para empalar um turista. Ainda assim, o Gabinete de Propagando do Governo Regional exultou de volúpia.
A análise dos resultados permite concluir, igualmente, que os Açores são um destino turístico cuja capacidade de carga está, ainda, longe, de ser atingida (GaCS, negrito meu)
A atentar na forma assaz humanizadora (e recheada de vírgulas) como esta conclusão é apresentada, o Governo Regional só pode ter alterado a sua política de fomento do turismo. Deste modo, em vez de subsidiar avionetas da CIA, para trazerem turistas com um poder de compra inferior a uma hiena grávida de trigémeos, o Governo Regional vai passar a apoiar a vinda de porta-contentores.