segunda-feira, 30 de julho de 2007

Um homem a dar à luz

De tempos a tempos, vai lá, de cada vez que vou à latrina, apetece-me colocar por aqui uns títulos assim mais para o disparatado. Demência em último grau dirão alguns; uma banalidade para um meteorologista amador afirmarão outros; algo que acontece amiúde em palcos com muito fumo assegurará Paulo Silva. Caminhe por onde caminhar a mentira, a verdade é que eu acabo de dar à luz. Foi uma luta titânica, daquelas que jamais ousaria sequer imaginar, com um final agridoce e muito malcheiroso.

As gotas de suor escorriam-me pela cara abaixo, misturando-se com as lágrimas; as pernas eram flexionadas num suspeito vaivém; a vontade de andar um pouco era coarctada pelo temor de parir no local errado; as dores venciam toda e qualquer anestesia e provocavam uivos capazes de assustar periquitos recém-nascidos. Então, quando o suicídio parecia o único conforto, a minha delicada abertura anal apresenta, à frescura da água da sanita e a alguma urina, o mais grosso cagalhão que alguma vez concebi. Por uns breves segundos, contemplei aquela criação épica. Cheguei mesmo a sentir orgulho, mas isso foi sol de pouca dura, pois logo pensei que devia de ter o orifício em pior estado do que o de um panilhas depois de ser entabuado à grande e à francesa.

sábado, 28 de julho de 2007

Com a verdade m' enganas

Este fim-de-semana há, nas Capelas, um evento de música electrónica só com DJs femininas. A organização está a cargo da Fábrica de Espectáculos, a mesma entidade que organizou um suposto concerto de Bob Sinclar. Recomenda-me a quem for lá que leve uma foto das DJs... só para confirmar.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Poluição

Aquele agente de degradação da mente humana que passa na TVI e é conhecido por “Ilha dos Amores” está a fazer umas gravações em Angra do Heroísmo. Para não beliscar a dignidade do galardão, quando soube da notícia, a UNESCO mandou retirar o título de património mundial àquela cidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Vai mais um cigarro?

Passados dois dias sobre o desmoronamento de uma casa em Ponta Delgada, a rua onde a mesma se localizava ainda se encontra encerrada ao trânsito, para remoção de destroços. Pelo andar da carruagem, já há quem diga que esta operação vai levar mais tempo do que a limpeza do ground zero em Nova Iorque.

sábado, 21 de julho de 2007

De facto, foi diferente

“Vamos criar um espectáculo diferente” garante Paulo Silva (Saber Açores, Julho 2007)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Holding far from that world

Na próxima sexta-feira, tem lugar na Vinha d’ Areia um concerto com Bob Sinclar. Tendo em conta a natureza dos espécimens que costumam propagar a música do dito senhor num volume inversamente proporcional à sua dimensão peniana, é bem possível que o evento acolha a maior concentração de rafeiros, por metro quadrado, do Atlântico Norte e arredores.

domingo, 15 de julho de 2007

Era aquela do "Nós pimba"

O presidente do Governo dos Açores garantiu, hoje, que as obras promovidas pelo seu executivo não surgem como num programa de “discos pedidos” (GaCS)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Intelligent design

Andei por aí a pesquisar e não encontro forma de dar razão aos cientistas. Dizem estas criaturas que as águas-vivas são desprovidas daquela coisa que também não encontramos na maioria dos políticos da nossa praça: inteligência. Assaz discordo desta constatação científica, por mais provas de âmbito teórico-prático que me apresentem. Que eu me lembre, é a segunda vez que estes seres me causam danos, e nenhum mal a este mundo viria se a escolha do local para a implantação dos tentáculos tivesse sido outra. (Não, não me acertaram nas zonas pudibundas, até porque os apêndices que tenho por aquelas bandas são demasiado pequenos mesmo para os minúsculos tentáculos das ditas cujas.)

Por esta altura, já todos devem ter concluído que eu também padeço do mesmo mal dos políticos, pois isto de entrar em água onde deambulam águas-vivas consegue ser menos inteligente do que um qualquer plano de ordenamento do território. Pois, é bem possível que tenham razão, mas também não podiam esperar muito mais de um indivíduo que se intitula de Meteorologista Amador.

Seja lá qual for a cor do bikini da gaja boa que estava ao meu lado e com quem troquei algumas típicas palavras de engate, do tipo “Olha, outra água-viva ali!”, o certo é que só seres de superior inteligência é que podiam, pela segunda vez, assentar tentáculos na parte posterior do joelho – mesmo na dobra! E a coisa até atinge dimensões sádicas, se pensarmos que eu estava tão-somente a praticar aquela modalidade olímpica que dá pelo nome de molhar os pés à beira d’ água. (OK, a água chegava-me até aos joelhos.)

PS – Ter escrito esta posta de pescada ao ar livre junto a umas flores frequentadas por umas quantas abelhas também não foi o mais inteligente dos actos... É que nem sequer estava nenhuma gaja boa nas redondezas e hoje é Sexta-feira, 13.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Em flagrante

O Açoriano Oriental de hoje faz manchete com a detenção de umas quantas meninas que labutavam em casas da especialidade, o que certamente significará uma abordagem diferente à problemática por parte das autoridades. Consta que, anteriormente, as “dançarinas” diziam que eram apenas clientes da casa, logo não eram trabalhadoras ilegais. Parece que, a partir de agora, para se confirmar o crime, os agentes da autoridade solicitam mesmo os serviços das ditas, para depois as prendem com a boca no trombone.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Hoje é segunda-feira :) III

Batem-me fundo no coração (ou no cano de esgoto, que é mais ou menos no mesmo sítio) os apelos de mais esta segunda-feira, para que faça ver a todos os seres inferiores que a maldizem que eles tão-somente padecem de um decrépito desdém por quem já goza férias. Os apelos bateram tão fundo que me virei para o outro lado e retomei o sono. (Sim, estas coisas manifestam-se enquanto durmo. É isso ou então aquilo era um sonho húmido, o que, no meu caso, não faz grande diferença.)

Seja lá qual for a forma da corcunda do apelo, senti-me compelido a deixar por aqui mais este pedaço de esterco, pois o despertador – esse filho bastardo – avivou o meu gosto inato … por sirenes dos bombeiros. É provável que não apreciem particularmente este sinistro som, mas, se calhar, já vos agrada esvaziar um extintor... sobre o chefe ou aquele colega de quem ninguém gosta. (Já devem estranhar esta minha fixação sobre estes dois espécimens, porém já deviam saber que não possuo todas as faculdades mentais de uma pessoa dita normal.)

Ora, como se arranja uma desculpa para usarmos o chefe ou o tal colega como alvos do pó branco do extintor? De vários quadrantes nos podemos debruçar sobre esta problemática disfunção, pelo que a minha aproximação ao bicho-de-sete-cabeças é apenas um dos trilhos pedestres que podem ser percorridos. Bem sei que abordar os meandros da produção do fogo, num país com mais incêndios florestais do que zona económica exclusiva, é como querer ensinar a Ave Maria à freira. No entanto, a nobre arte do controlo das flamas ateadas é algo que ainda não foi absorvido pelo código genético da maioria dos portugueses, daí deixar aqui este manual.

Em primeiro lugar, convém que o chão onde se vai desenrolar a operação não seja alcatifado ou que existam por perto materiais com tendências inflamáveis, com excepção do nosso preparo. Se não puderem evitar a alcatifa e afins, coloquem, ao menos, os ingredientes dentro de um daqueles pratos descartáveis em folha de alumínio. Quanto aos condimentos, arranjem um pouco de palha, uma vela e respectivo suporte, álcool e um isqueiro ou fósforos. Se não arranjarem palha, experimentem com umas tiras saídas da destruidora de papel, embora julgue que o papel faça mais chama e menos fumo do que a palha, o que não vos dará uma “cortina de fumo” que podem usar como desculpa para terem apontado o extintor a quem mais vos aprazia e não à origem do incêndio. Arranjem, então, um local próximo dos pés da vítima (mas em que a miscelânea fique escondida), coloquem a vela no suporte, espalhem a palha à volta e regem-na com álcool, para aquilo pegar forte. A vela é importante, pois vai levar um pouco até que a cera chegue à palha e a incendeie, pelo que dá para fazer a coisa numa curta ausência da vítima, sendo que aquilo só deflagrará quando ele já estiver novamente na sua secretária. Por fim, é fazer tiro, perdão, lançar pó ao alvo.

PS – Se quiserem tornar a coisa mais espirituosa, podem juntar à palha uns grãos de incenso... ou de outra coisa qualquer que vos deixe mais alegres!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Uma questão de siglas

Chegou à ilha do arcanjo o Cartão do Cidadão, também conhecido por Cartão Único, que vem substituir, entre outros, o Bilhete de Identidade. Tal como agora nos pedem o BI em todo o lado, já estou a imaginar que, no futuro, alguém possa chegar a um banco e, ao pedir um empréstimo, seja confrontado com uma resposta do género “Temos muito gosto em lhe emprestar esta quantia, mas para isso tem de nos dar o seu CU.”, o que será um bocado chato... Ou será que torna as coisas muito mais reais?