quinta-feira, 31 de maio de 2007

Novo juramento

Nos tempos da outra senhora, os funcionários públicos tinham de fazer prova da sua fidelidade canina ao regime, através deste juramento:
Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição política de 1933, com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas. (Decreto-lei n.º 27 003, de 14/9/36)
Nos dias que correm, e depois de um professor ter sido suspenso por ter dito uma piada em privado a outro colega, o governo achou por bem que os funcionários públicos passem a jurar o seguinte:
Declaro por minha honra que estou integrado(a)* na ordem social estabelecida pelos Estatutos do Partido Socialista, com activo repúdio de piadas sobre a licenciatura do ENGENHEIRO Sócrates e de todas as ideias atentatórias da excelência do seu percurso académico.
*Atente-se na extraordinária evolução dos tempos que leva a que agora também se considere a hipótese de uma mulher entrar no funcionalismo público.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Say my name, say my name

Eu sei que não devia escrever isto por aqui. Depois desta posta de pescada, de certeza que me vão acusar de ter demasiado tempo livre, e isso é chato. Chato porque, a partir de agora, fico impedido de usar uma das desculpas mais profundamente elaboradas pela mente do nosso povo: “Eu adorava fazer isso, só que não tenho tempo.” Mas pronto, a minha inolvidável tendência para aqui deixar coisas assim a fugir para o… mau foi mais forte do que ocultar as minhas disponibilidades temporais.

E tenho muito tempo livre porque naveguei até ao site da Assembleia Regional. (Tirando jornalistas à espreita de uma notícia para fazer copy/paste, quantos mais açorianos consultarão aquele antro de pornografia?) É óbvio que não foi preciso clicar em muitos links para me deparar com isto. E isto é a lista de individualidades (ou serão personalidades?) que foram agraciadas (isso de “condecoradas” já está um bocado gasto) com uma medalhinha no Dia da Pombinha do Mota Amaral hoje comemorado. Poder-me-ia deter em cada uma delas, discorrendo sobre os seus (de)méritos… mas não tenho tempo para isso.

Assim, fico-me pela diferença de tratamento dado a dois dos presentes na lista: Jaime Gama e Barney Frank. Devo confessar que fiquei estupefacto com a não colocação, antes do nome de Jaime Gama, daquela partícula que identifica todos os seres desta estirpe: “Dr.”. Possivelmente as pessoas ficaram de sobreaviso, não se vá descobrir alguma coisa ruim sobre a licenciatura de Jaime Gama, como aconteceu com aquele outro senhor. Ainda assim, podiam ter usado os títulos de “Deputado” e/ou “Presidente da Assembleia da República”, mas nada. Num rasgo de ingenuidade, pensei que os encarregados destas formalidades já tinha crescido um pouco mais, passando a tratar as altas, e menos altas, individualidades apenas pelo respectivo nome. Eis se não quando me deparo com a forma como é apresentada um outro medalhado: Congressista Barney Frank. Ora, por que carga de chuva é que Barney Frank não foi apresentado como os demais agraciados? Talvez por ser estrangeiro e ainda haver por aí muita boa gente que sofre de um complexo de… Não, qual é mesmo a palavra? Provincianismo, acho que é isso.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Imparcialidade

Ele há conceitos que não se podem abordar de ânimo leve, especialmente quando há por aí muito boa gente que não tem bem a noção daquilo de que estamos a falar. Passou-me, assim de repente, este delírio pela cabeça enquanto folheava a edição do passado mês de Abril da revista Saber Açores. Certamente que alguém contestará esta minha afirmação, pois uma revista que tem como editor o Poeta Rui Ferreira jamais pode desencadear pensamentos delirantes nos seus leitores. Pois, também pensava que um poeta (analisarei a veia poética do dito cujo noutra post) estivesse rodeado por uma aura que impediria tais reacções mentais, mas enganei-me.

Entre muitos outros atributos e actividades, o Poeta Rui Ferreira é proprietário de uma empresa organizadora de eventos de “lazer e evasão” (palavras de poeta), uma tal de Promoverde. Esta entidade foi uma das responsáveis por uma recente prova de todo-o-terreno. Ora quem era a pessoa mais
imparcial que a Saber Açores podia arranjar para fazer a cobertura “jornalística” de tal evento? Se responderam Rui Ferreira, acabaram de ganhar um exemplar do Código Deontológico dos Jornalistas. (Permitam-me que vos recomende sobretudo o ponto 10.)

(Saber Açores, Abril 07)

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Hoje é segunda-feira :) II

Lanço-me novamente nesta infindável demanda de motivos para elevar a reputação deste dia por muitos incompreendido (hoje com especial importância por se tratar de uma segunda-feira útil entre duas que são feriado). Há obviamente uma miríade de actividades que podem ser desenvolvidas com o fim último de relegar para um canto do esquecimento o fim-de-semana imediatamente precedente, mas continuemos focados naquelas que fazem o chefe ou aquele colega de quem ninguém gosta rogar pragas ao dia em que nasceu.

Não pensem que esta minha predilecção pela segunda me impede de encontrar actividades de elevado grau de interesse para o fim-de-semana, antes pelo contrário. Ora atentem nesta verdadeira pérola que animará os dias anteriores à colocação em prática do plano que hoje vos apresento. Assim, como actividade de elevado cariz lúdico, têm de ir ao quintal ou jardim mais próximo em busca de… formigas. Caso esta espécie não abunde pelas vossas bandas, basta deixarem ao ar livre um frasco com um pouco de açúcar dentro e rapidamente têm a vossa colheita. Tapem o dito cujo com uma rede fina, pois a tampa impede a passagem de ar e, pensando que não, as formigas sentem a sua falta. Munidos com estes espécimes vivos, agora só precisam de levar convosco para o local de trabalho uma coisa absolutamente indispensável: uma garrafa de litro e meio de laranjada Melo Abreu (qualquer outra bebida altamente açucarada também serve, mas apeteceu-me nomear aqui um produto regional).

Com estes dois condimentos a postos, resta somente localizarem o carro do vosso alvo e preparar a respectiva infestação. O local ideal para começar a lançar o refrigerante é a grelha imediatamente abaixo do pára-brisas, seguindo-se depois para as borrachas dos vidros das portas. Aquelas borrachas com uma textura algo absorvente (onde por vezes a nossa humidade faz com que cresçam limos) devem merecer especial atenção. Após o vosso líquido de predilecção estar devidamente espalhado, é só lançar as formigas no seu novo habitat. E pronto, alguém ganhará uma lavagem do carro de forma inteiramente grátis.

domingo, 20 de maio de 2007

Borbulhas

Tive um ataque de borbulhas nos últimos dias, e a coisa agravava-se sempre que me abeirava da avenida marginal de PDL. O ataque atingiu proporções tais que eu até perdi o amor ao dinheiro, que é como quem diz, fui ao médico. Paguei 60 euros por uns 5 minutos de conversa (ainda dizem que ir às bruxas sai caro) durante a qual ele logo me diagnosticou a maleita de que padeço: alergia à ferrugem em doses incomensuráveis. Fiquei intrigado com esta alergia, mas bastou-me estar um pouco mais atento às notícias, para perceber qual era a fonte desta miríade de ferrugem. Para celebrar o Dia da Marinha, a Armada Portuguesa fez descolar para PDL uma boa parte dos seus navios.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Valor acrescentado

Ele há coisas que não se percebem. O Correio dos Açores de hoje faz manchete com a falta de espírito empreendedor nos Açores, ou seja, não se criam negócios que tragam algo de novo ou, em economês, que tragam valor acrescentado. Por outro lado, vejo no Jornal da Tarde da RTP-A que há quem esteja revoltado pela existência de uma instalação militar lá para as bandas do Monte Brasil, na Terceira. Ele há ideia mais inovadora do que ter um trilho pedestre a atravessar... uma carreira de tiro? É óbvio que não, especialmente se a dita cuja não estiver devidamente delimitada e sinalizada. Já estou a ver uns quantos adrenaline junkies deste mundo a marcarem férias para a Terceira, para praticarem este novo desporto radical. Isto sim, é turismo com valor acrescentado... pois há que pagar o valor da trasladação dos restos mortais para o país de origem.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Bruxas

Ele há assuntos que não se podem abordar de ânimo leve. Há que lhes fornecer todo um enquadramento, só para não se passar por… depravado. Podia dizer que tão sublime e delicada temática foi a sobremesa de um recente jantar onde eu até era o único homem, mas logo me diriam que eu tudo estragara com a forma como havia discorrido sobre estes meandros. Enfim, é a velha dicotomia entre forma e conteúdo.

Estava eu entediado com tão supremas apoquentações quando a RTP-A se voltou a revelar salvadora. Com as mesmas origens do programa cujo nome é um oximoro (Açores VIP), surge-nos agora o Azores by Night. O nome em inglês é só para despistar, dado que o dito cujo também tem como referência máxima esta verdadeira Vénus de Milo com braços e, nas horas vagas, apresentadora da televisão regional, uma tal de Solange Vieira. Seguindo o velho axioma cambojano de que tudo o que passa na televisão fica revestido (ou será travestido?) de extrema dignidade, falar destas bruxas passou a fazer todo o sentido, desde que o Azores by Night se dedicou a fazer reportagens em casas de respeito, também conhecidas por clubes de strip e outras coisas mais. Portanto, é com revigorado sentido ético e moral que me lanço nesta empreitada.

Muitos me têm indagado sobre a real importância do dia 1 de Novembro. A minha resposta podia descambar para a problemática de ser o Dia de Todos os Santos e de anteceder o Dia dos Fiéis Defuntos, mas acho que isto seria falhar o essencial da questão. 1 de Novembro é digno de relevo porque é feriado e permite-nos sorver os últimos sabores da véspera, que é como quem diz, permite-nos curar a ressaca da noite de Halloween. Só que, no último dia 1 de Novembro, não foi propriamente uma ressaca que me assolou a alma (o corpo já é outra conversa), mas antes os grandiosos eventos a que havia assistido na noite anterior… numa casa de respeito.

A minha pura e imaculada mente jamais se permitiria sequer colocar a si própria a hipótese de me aproximar de tal local, pelo que certamente não terei percebido o alcance da afirmação de um colega meu: “Vamos ver bruxas.” E lá fomos até um dos ex libris do submundo ponta delgadense. À chegada, fomos surpreendidos por um grupo onde pontificavam diversos casais que, ou não tinham consultado o preçário, ou eram ricos, tais foram as table dances e o champanhe encomendados. Foi particularmente fascinante ver a cara de algumas mulheres, enquanto o respectivo era roçado de alto a baixo por uma stripper totalmente pelada. Para fazer subir ainda mais... o fascínio, um dos maridos aproveitou mesmo para dar uma ou outra palmada nas nádegas desnudadas, o que logo lhe valeu um reparo em tons abrasileirados: “Não pódi tocá!”

Apesar de tudo, testemunhávamos um momento verdadeiramente discriminatório, pelo que uma das strippers teve um gesto assaz igualitário: resolveu oferecer a uma das mulheres... uma table dance (aquilo são mais lap dances, mas pronto). O problema é que o acto teve tanto de igualitário como de irreflectido, pelo que logo se ouviu: “Eu não sou lésbica, eu não gosto de mulheres!” Ainda hoje esta mulher deve lamentar o momento em que abriu a boca para proferir esta deselegância, pois estas palavras revelaram-se como o rastilho que fez surgir um másculo stripper que pegou nela e sentou-a num banco que fora colocado junto ao varão. Depois, em pleno palco principal, e com o público essencialmente masculino de olhos nela, dispensou-lhe uma lap dance que acabou com strip total, embora ele tenha tapado o dito cujo com a roupa que acabara de tirar, para tristeza da mulher que tapava os olhos com as mãos… com os dedos abertos.

Ainda nos estávamos a recompor de tal performance, quando o nível da luz começa a minguar, ao mesmo tempo que entra uma nova música num volume mais elevado. Et voilà, o stripper
regressa à cena, agora acompanhado por uma das meninas da casa. Terminado o costumeiro ritual do desnudamento, os dois ainda proporcionaram aos presentes uma sessão de sexo sem penetração, tendo sempre escolhido posições que ocultavam as zonas mais pudibundas. Estranhava-se tal preocupação, pois segundo ouvi dizer (nunca assisti, como devem calcular), as meninas costumam mostrar tudo e mais alguma coisa, porém o epílogo da actuação tudo explicou. Umas fracções de segundo antes de terminar a música, ela tem um movimento inesperado, expondo à vista de todos a genitália dele. Fazendo uso das suas potentes cordas vocais, de imediato alguém do público se fez ouvir: “É preciso Viagra p’ra isso subir?”

domingo, 13 de maio de 2007

Efeitos secundários

Este ano, o Domingo do Santo Cristo calha no mesmo dia da primeira aparição da Virgem lá para os lados de Fátima. Temo que, durante o dia de hoje, possamos ser atingidos por uma overdose de santidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Aquecimento global

Ele há provas que não me desmentem. Não, não vou recorrer à já gasta, de tanto circular pela net, imagem que coteja o tamanho dos trajes de banho ao longo das últimas décadas. Isto é chão que já deu uvas, e uvas das quais certamente não se fez vinho de cheiro. Ora, aí está uma razão mais que plausível e pouco menos do que estúpida, para eu apresentar uma prova vinda deste lugar onde o vinho de cheiro ainda arrebita almas, corações e outras coisas mais.

Disse-me um familiar meu já emigrado para uma campa do Cemitério de S. Joaquim que, em tempos idos, que é como quem diz, em tempos de menos calor, era comum alguns artífices da terra (isso de agricultores é uma palavra já muito batida) irem até ao Bureau de Turismo, em PDL, para colocarem uma questão que lhes atazanava a alma: “Quando é que vem o próximo paquete com turistas?”

Perante o ar espantado desse meu familiar sobre a razão de tão disparata pergunta (mas não tão disparata quanto este post), o artífice da terra logo esclarecia: “Sabe o que é, eu quero plantar couvinha e aquilo precisa de água. Como sempre que vem cá um barco desses chove, eu queria aproveitar.”

Ora, esta semana de céu praticamente limpo contou com vários navios de cruzeiro em PDL, logo trata-se de uma prova irrefutável de que o aquecimento global veio para ficar.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Pós-modernidade

Ele há coisas que não deixam que me desmintam. Podem barafustar o que quiserem, mas a pós-modernidade já entrou Açores dentro com toda a pujança que se reconhece a um cordeiro mal morto.

O dispositivo que indica a passagem dos dias, vulgo calendário, ainda marca o primeiro fim-de-semana de Maio, mas o Sol já abrasa como num dia de Agosto... em que não chove. Enfim, é um tempo que pede roupas que permitem melhor espreitar e imaginar as vergonhas, sempre mais abafadas durante o Inverno. O convite para uma escapadela até dentro do mar está implícito e o cheiro a sardinha assada é o melhor condimento para recebermos as aragens de vanguardismo que nos invadem. Uma loura capa de revista, de origem estrangeira, passeia mais o marido, namorado ou amigo. Olha para um grupo de pessoas onde eu estou e depois fixa-se numa delas, enquanto morde o lábio. Por via das dúvidas, volta a olhar para a mesma pessoa e repete o gesto.

Moral da história, quando se quer engatar gajas, leva-se a namorada.

PS – As probabilidades de elas não me convidarem para a festa são elevadas, mas não se pode ter tudo.

domingo, 6 de maio de 2007

Filhos da...

Celebra-se hoje o dia dedicado àquela senhora que por nós esperou 9 meses (no caso dos prematuros terá sido menos, mas pronto). É comum por aí dizer-se de que se trata de um dia especial, pelo que devemos prestar uma homenagem, por mais singela que seja, a quem estoicamente nos limpou os restos da digestão dos alimentos quando éramos assim mais “petchenos”. É bem verdade que essa coisa das fraldas sempre me fez um bocado de confusão, porque na altura preferia andar por aí com as roupas de Adão, urinando e defecando de cada vez que sentia um chamamento superior. Mas pronto, admito que aquela senhora, por mais religiosa que fosse, não quereria que as vizinhas dissessem algo como: “Aquela é même uma testeza. Nem sabe cuidá do(a) petcheno(a).” (Apesar de ter posto o/a, podem chamar-me de machista na mesma.)

No entanto, o que me move hoje não são propriamente estas coisas assaz pertinentes para o comum dos mortais. O que me anda a fazer comichão na unha do dedo grande do pé esquerdo é a forma como comemoram este dia aquelas criaturas particularmente dotadas que se alcandoraram a um patamar muito superior, tendo mesmo granjeado o cobiçado epíteto de... filhos da mãe. Julgo que estes indivíduos têm uma certa propensão para a nostalgia e para as fragrâncias, pelo que é provável que queiram fazer a mãe reviver o passado, oferecendo-lhe uma fralda com restos da digestão dos alimentos.

PS – Pelo menos, foi o que ofereci hoje à minha mãe. Não sei porquê, mas parece-me que ela não gostou.

sábado, 5 de maio de 2007

Anacronismo

Allô, allô, serviço completo por menos de 100 euros em Ponta Delgada (mais info aqui)


Está bem, registo a informação. Agora a imagem escolhida para ilustrar a notícia é um verdadeiro quebra tesão. Será que quem fez tão estenuante investigação ainda julga que as putas locais são do calibre da lendária Gilda?

PS - Não sabem quem é a Gilda? Então, eduquem-se aqui!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Casting

A MTV Portugal promoveu, na semana passada, uma VJ Casting no Coliseu Micaelense. Eventos semelhantes vão decorrer por outras cidades do país, seguindo os vencedores para uma final nacional. Como era provável que os seleccionados nos Açores não fizessem grande figura por lá, a RTP-A resolveu antecipar-se. Assim, e num gesto de grande altruísmo, o canal regional arranjou aos dois um novo programa para encher as tardes.


quinta-feira, 3 de maio de 2007

A quanto está o quilo?

Um jogador da equipa de futebol do Madalena do Pico foi detido por tráfico de droga. Fiquei extremamente surpreendido pela notícia, pois não sabia que o Maradona estava a jogar lá.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Al Capone



(capa revista Açores, 29.04.07)

OK, para imitar uma verdadeira pose deste grande artista, falta o charuto, porque chá e Al Capone são duas palavras que não ligam.