segunda-feira, 30 de abril de 2007

Nova geografia

O governo regional fez distribuir junto com o Açoriano Oriental de ontem um pequeno panfleto com informação sobre o plano de ordenamento da orla costeira de S. Miguel. Detive-me com mais atenção na parte dedicada à zona este da ilha (acho que ainda se chama assim), reproduzindo a mesma aqui.


Olhando para esta porção do mapa, parece-me que a área de intervenção começa algures pelo concelho da Povoação, prolongando-se até ao concelho do Nordeste. Como me surgiram algumas dúvidas geográficas, resolvi ir até ao Google Earth, para melhor me situar do ponto de vista do sul e do norte.


Ora, parece-me que a coisa começa pelo sul e estende-se até ao norte. Então, qual o nome que algum génio da geografia resolveu dar a este plano? Plano de Ordenamento da Orla Costeira –
Costa Sul – S. Miguel (site oficial). Na mesma linha de pensamento, creio que o Nordeste verá a sua designação alterada... para Sudeste.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Eu tenho dois amores...

...e um deles não é Osvaldo Cabral.

(foto contratempo.com)

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Nostalgia e algo mais

Já tinha falado por aqui deste novel jornal e não era intenção minha voltar a lhe apontar uma qualquer mira telescópica tão cedo. No entanto, a manchete do número de Abril fez despertar em mim uma invulgar dose de nostalgia, pelo que não podia deixar de a reproduzir por aqui.


Para muitos, isto é mais uma manchete, porém em mim ela fez-me recordar tempos imemoriais que me fizeram viver todos os grandiosos acontecimentos de uma tal de FLA. Não, eu não fazia parte do mundo dos vivos nos loucos anos 1974-76, mas aconteceu-me o que mais se pode assemelhar a ter vivido esses eventos: tive como professor de História do 9.º ano o mítico líder da FLA, José de Almeida.

É óbvio que, ao falar da manchete, devia igualmente me referir ao artigo que a desenvolve (até porque hoje é 25 de Abril e aquilo parece que também mete a revolução ao barulho), só que ocorreu um pequeno problema. Quando mudei de página para concluir a sua leitura, fui surpreendido pelo anúncio abaixo e não mais consegui fazer deslocar os meus olhos dele para o artigo.


segunda-feira, 23 de abril de 2007

Má recomendação

Houve por aí uma admiradora de Saltos Altos que resolveu dar uma de Prof. Marcelo e sugerir The Rule of Four neste Dia Mundial do Livro. É uma má escolha e pior ainda é a justificação: “Recomendo vivamente, sobretudo para quem é apreciador de enigmas e suspense”. No momento histórico em que vivemos, já não há ali qualquer suspense ou enigma – já foi tudo explicado e decifrado. Ora atentem na exposição que se segue.

Antes de mais, devo confessar que me limitei a passar apressadamente os olhos por algumas páginas do The Rule of Four, quando o vi nos escaparates de uma livraria algures pela América do Norte (o dito cujo andou pelo New York Times Bestseller List, daí o destaque). Mas também estávamos no Verão e os meus olhos tinham coisas mais interessantes onde se fixar do que em ler este livro. Podia-me ter arrependido de tal decisão, mas as últimas semanas despedaçaram qualquer ponta de lamentação.

O livro é sobre quatro jovens que ambicionam um futuro risonho e que estão prestes a se licenciar em Princeton. Eles estão especialmente interessados em decifrar uma obra do início do Renascimento entitulada Hypnerotomachia Poliphili (The Strife of Love in a Dream). E é a escolha da obra-alvo que deita tudo a perder. Mesmo o menor dos conhecimentos sobre esta obra renascentista torna mais do que óbvio tudo o que nela pudesse estar cifrado. Consideremos um brevíssimo resumo da mesma. Poliphilo tem um sonho, onde acaba por ser levado por umas ninfas até Polia, a sua amada. Depois há uns problemas pelo meio, mas Vénus e Cupido dão uma mãozinha e tudo parece bem encaminhado. No fim, quando Poliphilo se prepara para abraçar Polia, estava evapora-se e ele acorda do sonho.

Agora pensem em alguém que ambicionava um futuro risonho e que supostamente estava prestes a se licenciar. Depois substituam Polia por licenciatura, ninfas, Vénus e Cupido por amigalhaços que dão aulas na Universidade Independente e Poliphilo por “Eng.” Sócrates. Fica tudo explicado.

Efervescência

Decorre amanhã no Coliseu Micaelense um casting da MTV. Entre outras coisas, um dos responsáveis pelo evento disse ao Açoriano Oriental (18.04.07) que a MTV procura pessoas com “mentes efervescentes”. É uma notícia estupenda... Quer dizer, é estupenda para todos os dealers de pastilhas e coisas afins.

sábado, 21 de abril de 2007

O que pensa de Pedro Moura?

Já tem algum tempo este meu desejo mórbido de queimar o meu último neurónio activo. Julguei que assistir a alguns (poucos) minutos do famigerado espectáculo comemorativo das 1000 edições de um certo programa fosse o método ideal para atingir tal despropósito... e estive bem perto de o conseguir.

Por muitos lados poderia eu pegar na coisa, mas o meu sobrevivente neurónio reteve com especial realce a pergunta repetida ad nauseam pela dupla de apresentadores: “O que pensa de Pedro Moura?” Desde o Ti Manel do Ilhéu de Vila Franca até ao Presidente do Governo Regional todos tiveram o excelso prazer de ouvir das entranhas de Solange Vieira e Vasco Pernes este cintilante conjunto de palavras. Ora, o meu aterro sanitário mental pôs-se a cogitar sobre o que responderia se fosse confrontado com tão pornográfica questão. Tive logo um impulso para a comparação, mas quando se lida com mitos vivos desta envergadura é preciso ter um certo cuidado com quem escolhemos para os cotejar. No entanto, creio que o que se segue é digno de tal personalidade.

Já terão passado cerca de 10 anos sobre o inusitado evento que esta mulher, perdão, esta senhora carinhosamente apelidada de Joana Bêbada proporcionou a todos quantos estavam numa tasca de PDL, porém este período temporal terá servido para amadurecer o meu juízo sobre esta ocorrência. Após deglutir um copo de vinho de cheiro, na modalidade pénalti, a Joana sacou do bolso uma moeda que fez pousar violentamente sobre o balcão, enquanto se lhe escapava um sonoro arroto. Perante a cara de quem já está habituado da maioria dos presentes, ela abandonou a taberna em direcção à apertada rua de sentido único e fez algo que terá causado algum espanto até mesmo nos mais profundos connaisseurs do modus vivendi joanense: abriu as pernas, fez parar o trânsito e deixou que o líquido que lhe enchia a bexiga escorresse abundantemente.

O som daquela cascata, o barulho dos carros a apitar, os ruídos disfarçados de relato de futebol e aquele tão característico cheiro a tasca... Enfim, todo um universo idílico que me faz lembrar Pedro Moura.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Bom dia

Na próxima sexta-feira vai decorrer no Coliseu Micaelense o espectáculo comemorativa das 1000 emissões do programa Bom dia da RTP-A. Era intuito da produção do evento colocar no ar uma pequena selecção das gafes do apresentador, mas depois aperceberam-se de que o espectáculo só dura 3 horas.

domingo, 15 de abril de 2007

Dr. Carlos House

O presidente do Governo Regional dos Açores afirmou, sexta-feira, ter “pena, muita pena” que a oposição de hoje no arquipélago “esteja adoentada” e que não se “integre na grande obra” que está a ser feita nas ilhas. (GaCS)


PS – Não quero iniciar nenhuma polémica com as habilitações académicas do presidente do governo. Este não é mesmo licenciado.

sábado, 14 de abril de 2007

Ventos, casamentos... e espermatozóides?

Jornal de Notícias, 09.04.04

Diz-se por aí que é por não haver legislação que regule os bancos de esperma em Portugal, mas cheira-me que a culpa desta invasão espanhola é... da invasão de profissionais brasileiras e de leste que em muito castram a natural propensão para o onanismo. Não fossem aqueles órgãos de forma arredondada estarem vazios, e os próprios médicos e enfermeiros até fariam fila para suplantar, ali na hora, qualquer falta deste género.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

E que tal com legendas?

José Maria Martins, mais conhecido por advogado do Bibi, foi contratado por Licas Pimentel, para o defender no processo de doping. Alguns questionaram-se sobre o motivo da contratação de tal advogado, mas a conferência de imprensa de hoje em PDL tudo esclareceu. O defensor de Bibi veio cá dizer em público o que muitos só dizem por aí em privado: isto é tudo uma cabala, isto é tudo para beneficiar o Fernando Peres, etc. e tal. Agora, qual vai ser motivo oficial para justificarem a vinda cá de um tipo de fora para dizer isto? Devem dizer que é por causa do sotaque - o Fernando Peres podia não perceber alguém de cá.

domingo, 8 de abril de 2007

Coisas verdadeiramente mesmo boas

Não sei se o videoclip é oficial ou se resulta simplesmente da criatividade de algum fã, mas o que é certo é que este excelso tema já merecia um acompanhamento visual que o imortalizasse. Qual Tu és uma galinha ou mesmo qual Já se sabe, O Calafão é a mais pura composição musical em micaelense.



A capa do álbum de onde é retirado este estrondoso mega hit:

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Malditos tremores de terra!

Não me interpretam mal. Eu nada tenho contra os tremores de terra (pelo menos contra aqueles que não me deitam a casa abaixo). Agora o seu sentido de oportunidade é péssimo. Está um gajo a dormir e eles "toma lá que já almoçaste". Está um gajo cansado a cumprir os seus compromissos de natureza copulativa e eles nada de ajudar a abanar a coisa. Como estamos em semana santa, a qual santo é que eu mando um e-mail a protestar?

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Hoje é segunda-feira :)

Há por aí toda uma tradição de se anunciar a meio mundo “Hoje é sexta-feira”, como se a pessoa que o faz fosse a única a possuir um destes objectos a que julgo ser dado o nome de calendário. Advogam tais criaturas que esta mensagem não passa de um grito de libertação, por terem deixado para trás mais uma semana de intensa labuta e se aproximaram dois dias dedicados unicamente ao que lhes vai na real gana. Ora, permitem que lhes diga, estas pessoas sofrem de uma monumental falta de imaginação, pois um chefe é muito melhor do que Redbull para dar asas à nossa capacidade criativa. E, para tal, não há nada melhor do que uma segunda-feira logo pela manhãzinha.

Começo, então, aqui a despejar a céu aberto uma série de resíduos altamente tóxicos, com o intuito de animar os espíritos de quem abomina o melhor dia da semana (desde que não seja feriado): segunda-feira. A primeira coisa a fazer é garantir que somos nós que recebemos o correio e o fazemos chegar ao chefe. Depois é só misturar com as cartas uma da nossa autoria destinada ao manda-chuva lá do tasco. O segredo, como será fácil de perceber, é o conteúdo da dita cuja. Convocatórias da PJ, do Ministério Público ou das Finanças têm um potencial elevado, mas numa aldeia como PDL, todos sabem onde ficam estes lugares e não podemos fazer deslocar o chefe para onde nos mais aprouver.

Imaginemos, antes, uma carta enviada por uma qualquer e obscura direcção regional, tipo Direcção Regional das Actividades Comerciais e Indústrias Conexas (o nome da coisa deve ser adaptado consoante a actividade da empresa). Fazemos um envelope todo pipi e criamos um papel timbrado a condizer (algo que se martela no próprio Word em 10 minutos), para depois rechearmos a carta com os dejectos que bóiam nas profundezas mais lamacentas do nosso aterro sanitário mental. Fica aqui uma sugestão (outras se lhe seguirão). O dito director regional convoca o vosso chefe para uma reunião, no dia seguinte, à hora em que era suposto vocês se apresentarem ao trabalho. A convocatória continua, pedindo para o small boss levar consigo uma série de documentos e de relatórios que são da responsabilidade daquele colega de que ninguém gosta. Para tornar a coisa mais convincente, convém que o número de telefone da tal direcção regional que colocam na carta seja de um conhecido que esteja a par da trama, pois o chefe deverá telefonar para lá, com vista a confirmar a coisa. Por fim, vem a piece de resistance. Diz-se que, por falta de espaço, esta reunião terá lugar num outro sitio que não a sede da direcção regional, indicando-se a morada… de uma funerária (têm de se certificar que as instalações da funerária são o mais desconhecidas e discretas possíveis, para não gerar grandes desconfianças no chefe). Há, então, que marcar, pelo telefone, a reunião na funerária, dizendo-se à telefonista/recepcionista que a pessoa que os vais visitar sofre de uma doença rara, em estado terminal, e que está algo inquieta com a escolha do caixão. Assim, a recepcionista não deverá dar grande importância ao que ele diz, mas sim levá-lo, de imediato, ao encontro do vendedor de caixões, para que este lhe mostre os vários modelos disponíveis.


Colocar uma câmara oculta no interior da funerária seria ouro sobre azul, mas isso tornaria a produção demasiadamente hollywoodesca e irrealista. É óbvio que, sem a câmara, ficam impedidos de assistir aos grandiosos acontecimentos do interior da agência, mas em compensação, devem-se colocar estrategicamente no exterior, para verem todo o esplendor da cara do vosso chefe aquando da saída. Experimentem e depois contem os resultados.

domingo, 1 de abril de 2007

Duvido que seja peta

Pior é sempre possível. A representação de Macbeth já tinha sido um bocadinho, mas só um bocadinho, assim a fugir para o... mau, porém aquele conjunto de folhas a que alguns chamam Revista Açores resolveu elevar, hoje, a coisa a níveis verdadeiramente épicos:

Está uma tal de Carla Dias a perder o seu tempo a escrever para aquele conjunto de folhas a que alguns chamam Revista Açores, quando tem talento para fundir Macbeth com Hamlet. Que desperdício!

Por fim, e em abono da verdade, a reportagem sempre houve algo de bom: não aparece nenhuma foto minha!