segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Festejos alternativos

Champanhe é caro, um mero espumante demasiado popular, por isso nada melhor que festejar o ano novo com Sprite ou Cola com Mentos.



Perfecto!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Eterno retorno

A propósito da publicação da tese de mestrado de Joaquim Machado, o AO do passado dia 23 fala sobre a exigência de entrega de ratos mortos na Câmara de Ponta Delgada, como forma de combater esta praga no concelho no início do século XX. Passados cerca de cem anos, o AO de ontem noticia que uma rixa no Bairro das Laranjeiras (eufemismo para Bairro dos Canibais) obrigou ao destacamento para o local de todo o corpo policial da cidade, para acalmar os ânimos. Como forma de combate a esta nova praga, recomendo que a Câmara passe a exigir a entrega de canibais nos seus serviços. Não digo mortos, porque isso era ser desumano. Digo tão-somente empalados.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A menina mija

Há por aí toda uma tradição machista de perguntar tão-somente se o menino mija. É bem capaz que haja algum estafermo que me venha dizer (depois de lhe chamar estafermo, é provável que não me diga nada, mas pronto) que o Menino Jesus tinha pilinha e que é em honra dele que se bebe. Agora, tem lá Jesus culpa de, naquele tempo, ainda não existirem operações para mudança de sexo? Eternamente a procurarem desculpas, estes machistas, quando não houve pessoa com mente mais aberta do que o Filho.

Sempre na senda igualitária e, por uma vez na vida, tentando ser politicamente correcto, a minha mui nobre pessoa presta-se ao relato de um episódio que, estou certo, porá fim a esta discriminação sexista. Cantava o galo pela terceira vez, logo o nascer do dia já se aproximava, quando uma menina de mim se abeira e profere estas palavras de profundo significado bíblico: “Segura aqui.” E, por aqui, entendamos apenas um copo de cerveja. Lá segurei e degluti o dito, enquanto ela subia a saia, desviava as cuecas e se abaixava, para fazer cumprir uma necessidade fisiológica, na vertente líquida.

Como a coisa demorava, acabei por degustar todo o copo de cerveja, pelo que decidi reabastecê-lo na fonte da juventude que ainda jorrava abundantemente. E lá continuou ela feliz e contente enquanto saboreava um produto biológico. É, sem dúvida, uma história com um profundo cariz igualitário e, ao mesmo tempo, uma boa campanha ambiental de apelo à reciclagem.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Receita para aumentar a auto-estima

Ingredientes:
Calendário a 24 de Dezembro

Preparação:
Aproximar-nos de uma loja e comparar a nossa cara com a das pessoas que desesperadamente compram qualquer coisa que lhes permita dizer que não se esqueceram de alguém.

PS – Agora dêem-me licença que eu vou ali comprar um penico.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Coisas a não esquecer no ano que vem

O dia propriamente dito ainda não chegou, mas já há lições que posso tirar deste Natal. Por exemplo, não convém mesmo nada abrir nozes com um martelo enquanto se segura as ditas com um alicate de pressão. É verdade que o martelo é bastante bom a quebrar a casca, mas esta ferramenta é igualmente poderosa a esmagar o conteúdo. Vou ver se me lembro disto para o ano, para não comer vestígios de noz misturados com cascas pelo décimo quarto ano consecutivo.

domingo, 16 de dezembro de 2007

azoreanbrides.com

Numa entrevista à Açores TSF/AO, o director dos serviços de pediatria do Hospital do Divino deteve-se sobre uma questão que tem uma importância capital nestas ilhas: fixação dos médicos. Julgava a minha pervertida mente que o clínico fosse enfatizar a necessidade de se liberalizar as bofetadas, mas não. As suas preferências centram-se noutro campo:
E a meu ver, só há uma maneira de fixar cá os pediatras, que é um indivíduo do continente casar com uma mulher de cá.

Levando em linha de conta estas preocupações, a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais prepara-se para abrir um concurso público, tendo eu conseguido aceder, em primeira mão, ao respectivo anúncio que, em breve, surgirá na imprensa regional:

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Desenvolvimento

Por vezes, tenho sido crítico para com os nossos governantes e as suas políticas de desenvolvimento, mas tenho que reconhecer que são boas as notícias que os últimos dias têm trazido quanto ao progresso dos Açores. Há uns dias atrás, o tribunal mandou reintegrar na função pública um dentista de dava umas chapadas nas crianças que atendia. É da mais elementar justiça que tal tenha sido feito, pois isso só prova quão vanguardistas são as práticas médias nos Açores.

Ainda ontem, outra notícia deveras animadora. A RTP-A deu-nos conta de um aluno que ameaçou uma professora com uma arma. É verdade que foi uma mera pressão de ar (muito longe das semiautomáticas de Columbine), mas tal foi sem dúvida mais um passo decisivo para que nos aproximemos do nível da principal potência mundial nesta área.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Perspectiva

Continuando na senda deste meu devaneio recente de analisar o que vem na capa do AO, hoje socorro-me da manchete para fazer sair do meu aterro sanitário mental mais um delírio. “Açores precisam de 350 polícias”, diz a tal manchete. O problema é que não é esta a razão da falta de segurança na região. Os Açores não precisam de mais polícias, mas sim de menos criminosos, a começar pelos da espécie de colarinho branco.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Publicidade enganosa

Algures pelo Vale das Furnas, na ilha de S. Miguel, existe um estabelecimento de natureza diversa que anuncia em letras assim para o grande: Azorean Flavours (sabores açorianos). Junto a este anúncio, o turista incauto vê aquele conhecido cartaz que apresenta os diversos tipos e sabores … de gelados da Olá.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

É pá doca

Diz o AO de hoje que as duas locomotivas da doca vão ser recuperadas e, posteriormente, usadas em passeios na muralha do porto de Ponta Delgada. Estou certo que o desfrutar da esplendorosa vista sobre contentores, barcos e demais manobras portuárias, junto com as outras actividades que tradicionalmente se praticam na doca, vai abrir PDL a um novo tipo de visitantes típicos de lugares onde tem grande expressão o chamado turismo gay.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ossos

Num recanto da primeira página, o AO anuncia hoje que os “Açores vão estudar ossadas antigas”. Se não estou em erro, o primeiro local a ser alvo da minúcia dos investigadores será o Hotel Royal Garden, em Ponta Delgada, por lá ter decorrido, no passado fim-de-semana, o Congresso do PSD-A.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Programação alternativa

Quando hoje ia ver o Telejornal da RTP-A, fiquei surpreendido com o facto do canal regional estar a passar pornografia no seu lugar. Ainda para mais, aquela transmissão de um debate da Assembleia Regional não era acompanhada de bolinha vermelha.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Embaraço

O AO de hoje destaca na primeira página que a sexualidade ainda causa embaraço aos jovens. Creio ser uma observação pertinente, no entanto a foto que ilustra o artigo é deveras enganadora.


O que está a embaraçar os jovens naquela foto não é a sexualidade, mas a pala dos bonés que impede a respiração boca-a-boca. Para piorar a coisa, o rapaz ainda se arrisca a levar com a pala do boné da rapariga na testa, causando-lhe algum hematoma, o que fará com que alguém ainda veja ali um corno a nascer.

domingo, 25 de novembro de 2007

Respingos

O agora semanário Terra Nostra traz, na sua última edição, uma daquelas manchetes que sintetizam em si todo o calibre de uma publicação: Respingos da crise atingem os Açores. Genial. Levemente pornográfica, mas ainda assim genial esta manchete. Depois é só avançar para um outro destaque, na primeira página, onde se afirma que os jovens gastam em média 130 euros em cada noitada (e mais de 6000 por ano), sendo que já tiverem, pelo menos, uma relação sexual. Pronto, conheço, perdão, ouvi falar de brasileiras que fazem mais barato, mas não olhemos a números quando se fala de qualidade. Aliás, Terra Nostra é sinónimo de qualidade. (É o Terra Nostra ou é a Disrego? Agora não me lembro.)

Do alto da minha insignificância, permitam-me, todavia, os magos do Terra Nostra só uma pequena sugestão. Da próxima vez, tentem ir um pouco mais longe e arranjem uma manchete que, em si, já englobe não só a crise, como também as noitadas e o sexo. Sugiro algo do género “Respingos provocam crise”.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Chancela

Está a decorrer em Ponta Delgada uma reunião informal de uns quantos ministros da UE ligados ao planeamento do território e ao desenvolvimento regional. O governo regional está felicíssimo com este acontecimento, pois tal encontro só poderia decorrer num região que é exemplar nestas áreas, logo as obras na Fajã do Calhau, na Caloura e noutros locais da região deixam de ser bárbaros atentados ambientais, para passarem a ser bárbaros atentados ambientais com a chancela da UE.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Quantos rolos de fita adesiva é preciso roubar para…

…comprar uma dose? Deve ser a fórmula inovadora que o projecto Novos Guetos, Velhas Animalidades anda a aplicar para ensinar a Matemática num Bairro do Caranguejo perto de si.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Tabu

Fez notícia no Jornal da Tarde da RTP-A de hoje o facto de uma grande parte das candidatas ao desmancho no Hospital do Divino ter entre 14 e 16 anos. Isso fez-me lembrar a falta de testículos dos governantes para pôr a coisa à mostra, que é como quem diz, para uma real aplicação da educação sexual.

sábado, 17 de novembro de 2007

Peixeirada

Quando a voracidade do polvo parece insaciável, o que fazer?! Mete-se uma moreia, de bom tamanho, no aquário e, se necessário, também um cavaco. (Costa Neves, AO, 15.11.07)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

800 202 669*

Certas e determinadas comunicações num colóquio conseguem fazer despertar tendências suicidas num morto.

* Número da linha SOS Voz Amiga - Angústia, Solidão e Prevenção do Suicídio.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

2 em 1

Decorreu hoje em Ponta Delgada, mais concretamente nas Portas da Cidade, uma acção de rastreio da diabetes, inserida no dia mundial daquela doença. De entre os testes que eram feitas pelas enfermeiras ou aspirantes à profissão que lá estavam, destaco o medir da tensão. No entanto, e a avaliar pelas belezas naturais que estas donzelas deixavam vislumbrar na sua região peitoral, será que elas também estavam a medir o tesão?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Anti-rugas

A RTP-A arranjou um novo cenário para o Telejornal. Devo ser para contrastar com a idade do resto dos programas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Os melhores do mundo

Quatro açorianos vão participar no Campeonato do Mundo de profissões que vai decorrer no Japão. Há quem esteja com receio, pois estarão presentes os melhores do mundo, mas não há que temer maus resultados, pois os açorianos vão competir nas seguintes categorias:

Obtenção de um subsídio para a preguiça
Biscate
Engonhanço
Baixas fraudulentas

sábado, 10 de novembro de 2007

Product placement

Andam por aí os marketers a quebrar a cabeça, para encontrarem as formas mais subtis de fazer product placement, quando em Portugal existem génios a fazê-lo com uma eficácia sem medida. A contrastar com a tremenda falta de sofisticação dos filmes porno tuga (dizem-me, porque eu nunca vi… cof… cof…), os “argumentistas” dos ditos desenvolverem como ninguém esta técnica de marketing. Assim, quando uma senhora em trajes menores se confronta com a ferramenta do amor de um negão, ela profere uma das mais marcantes tiradas de sempre deste universo: “O senhor tem cá um Black & Decker!”

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Alvo 2012

As duas aves raras que estão em sonolenta disputa pela liderança do pombal laranja não se contentaram ontem em disparar as suas “bazucas anais”* sobre os açorianos através da rádio, como avançaram também para o aliviar da tripa televisivo. A coisa foi tão interessante que o menos nauseabundo acabou por ser um diálogo nos bastidores.

Berta Cabral: O meu Carlinhos é que vai perder por mais p’ró ano.
Rui Melo: Não, o meu Natalino é que vai.
Berta Cabral: Não, vai ser o meu.
Rui Melo: Vai ser o meu ou o lixo não sai dali.
Berta Cabral: Pronto fica lá com a bicicleta que eu levo o selim em 2012.

*Expressão das lendárias Mamonas Assassinas

sábado, 3 de novembro de 2007

Animais não diabólicos

O AO do dia de todos os não diabos destaca, na primeira página, o raide que a GNR fez numas quantas lojas de animais de PDL. Como já é costume, esta peça jornalística está despida daqueles que são os pormenores verdadeiramente importantes. Deste modo, lá tive eu que investigar estas minudências, o que é, sem sombra de dúvidas, a melhor forma de curar a ressaca de Halloween.

A operação começou na Rua Margarida de Chaves, numa loja onde pontificava uma perigosa pantera cor-de-rosa. Estaria tudo legal, não fosse a pantera estar a proceder a um ritual de acasalamento com uma besta jardinius. A GNR logo alertou para o elevado grau de paneleirisse deste comportamento, mas a pantera defendeu-se com a sua cor. Todavia o mundo rosa não escapou, pois esta actividade configura um crime de cruzamento de espécies provindas de habitats diferentes.

Na Rua Cons. Dr. Luís Bettencourt, quase em frente do tribunal, foram encontradas duas aves raras em animada disputa. Quais fénices renascidas da era Motamaralina, os dois galináceos laranja falavam em vida nova e em mudança. O recurso a estes termos ficou explicado pelo facto da loja ainda ter pendurado na parede e reger-se pelo calendário de 1983. A GNR procedeu, então, à apreensão dos responsáveis pelo laranjal, dado o estabelecimento não ter sido capaz de acompanhar a evolução.

Pela 1ª Rua Santa Clara, a coisa atingiu proporções ainda mais inacreditáveis. A GNR apreendeu vários animais que já se julgavam extintos, uns tais de comunosaurus rex vermelhos. Perante os bufos (um comunosaurus bufa) de “Fascistas” que os espécimes desta raça soltam sempre que deles se aproxima algum agente da autoridade, a GNR foi mais longe e resolveu procurar o manifesto de tratamento deste animais, tendo também acabado por o apreender, dado já ter sido largamente ultrapassado o respectivo prazo de validade.

No Largo do Teatro, onde outrora funcionou um salão de beleza, a GNR teve a sua missão mais difícil. Os guardas começaram por se recusar a lá ir, quando lhes disseram que iam à loja da bloca. A coisa só acalmou quando souberam que afinal se tratava de um bloco, pelo que avançaram destemidos. Todavia, e devido ao muito fumo, não houve uma identificação cabal dos animais, mas o intenso bafo a erva faz supor que se tratassem de vacas, ou seja, um animal que pode ser mantido em quaisquer condições nos Açores, pelo que não houve qualquer apreensão.

PS – Esta operação foi desencadeada por denúncia de um papagaio azul e amarelo preocupado com a saúde dos seus semelhantes. Não é que esta preocupação tenha algo de altruísta, é só porque este é o único assunto de que ele percebe alguma coisa.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Ganhámos! Pronto, ficámos em segundo

A National Geographic teve um daqueles raros momentos de epifania com que, mais tarde ou mais cedo, todas as almas nobres são brindadas. A prestigiada revista elegeu os Açores como as segundas melhores ilhas para se fazer turismo. Esta nomeação deixou muito boa gente confusa, mas basta atentar nos critérios para percebermos da justeza da nomeação. Chuva. Preço exorbitante dos transportes. Nevoeiro. Governantes mais preocupados com os seus tachos do que com o futuro. Vento. Clubes de strip. Humidade. Número de bestas com duas patas. Sismos. Vacas. Ora deixa ver que mais alguns critérios… É verdade, já tinha falado no mau tempo?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Pensamento para a noite de Halloween

Não me posso esquecer dos elásticos, para segurar a minha máscara de todos os dias.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Fidelidade canina

Anda por aí uma grande discussão de mesa do café sobre a decisão da RTP-A de não cobrir um determinado evento de medição de fidelidade canina. Posto perante esta celeuma, resolvi fazer uma sondagem.

Acha que aquela jantarada de louvor ao chefe da tribo tinha importância suficiente para ser coberta pela RTP-A?

Eis os resultados:

2% Sim
3% Não
95% Onde arranjo convite para esses jantares?

Ficha técnica:

Data da inquirição: 28 de Outubro da uma à uma da manhã (a hora mudou entretanto).

Amostra: 1 meteorologista amador, 1 bêbado, 1 alcoolizado, 1 intoxicado, 1 prostituta, 1 meretriz e 1 mulher da vida (desculpem os pleonasmos, pois meteorologista amador já reunia em si todos os outros atributos mencionados).

domingo, 28 de outubro de 2007

Um problema de Coreias

Depois de o lixo a ter subido à cabeça, Berta Cabral decidiu participar num evento na Coreia do Sul que deve ser como aqueles congressos que os laboratórios pagam aos médicos, só que num local menos paradisíaco (os autarcas lá chegarão ao nível dos médicos). No entanto, e olhando para a linha de investimento altamente subsidiado pelo Estado que a dama de aço inox de Ponta Delgada resolveu seguir, creio que a sua presença ficaria muito mais bem enquadrada num congresso do poder local da Coreia do… Norte.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Para além da igualdade

O Correio dos Açores de hoje faz manchete com o assalto que uma viatura da própria polícia foi alvo. Não só foi um gesto assaz igualitário por parte do meliante, como ainda, a avaliar pelo valor das multas que a polícia anda por aí a passar, o ladrão vai obter uns cem anos de perdão.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Concorrência

Fez escala nos últimos dias por Santa Maria um imã radical que aproveitou para deixar a sua marca vocal pela ilha de Gonçalo Velho. Tendo em conta as aptidões vocálicas demonstradas e o teor dos discursos que estas personalidades normalmente proferem, julgo que se perdeu uma oportunidade histórica para os Açores. Se o imã tivesse ficado por estas bandas, nós agora podíamos ultrapassar a Madeira naquilo que interessa, pois um discurso desses espécimes coloca a um canto a última verborreia insultuosa do Grande Animador do Carnaval do Funchal.

sábado, 20 de outubro de 2007

Gatos à solta no laranjal

A procura de culpabilização de terceiros leva-nos a pensar que a Azores Parque vendeu “gato por lebre” aos empresários. (Xerife Rui Melo, AO, 20/10/07)

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Sinta o poder da estrela

Houve quem me avisasse sobre os perigos de se lidar com um objecto tão inflamável, só que os meus delírios são mais fortes e impelem-me para o abismo (sempre que fazemos uma aproximação a um político também nos abeiramos do abismo). Seja lá qual for a forma da estrela, desta vez sempre me posso refugiar no submarino.

Tão rasteiras considerações só me poderiam levar às grandiloquentes palavras recentemente proferidas pelo Deputy Sheriff do Bristol County e que foram registadas por uns quantos analfabetos:
In the name of the law, perdão, na qualidade de presidente da associação de municípios, eu garanto que esta lixeira a que poeticamente chamamos de aterro vai ser brevemente selada. Palavra de xerife!

domingo, 14 de outubro de 2007

Fim do mundo

Num artigo de Samtos Narciso, o Correio dos Açores de hoje não só volta a revelar as suas difíceis relações com a revisão dos textos, como ainda nos dá a conhecer a opinião de Rui Moreira, presidente da Associação Industrial do Porto, sobre estas ilhas pelo Atlântico estendidas: “Os Açores já não são o fim do mundo”.

Ao globo ocular descalço, que é como quem diz, à vista desarmada, parece uma observação que transpira isenção, pois vem de alguém que, por ser de fora, observa a coisa de uma forma desapaixonada. Todavia, num segundo olhar, esta consideração tem pouco de imparcial, visto que o ser vivo que preside à dita associação é igualmente comentador num programa desportivo que responde pelo nome de Trio de Ataque e passa na RTPN. Ora, atentando-se na análise dos lances dos jogos que estes especímenes humanos comentem, rapidamente percebemos que a sua isenção consegue o notável feito de ser inferior à de um certo poeta, logo se um deles diz que os Açores não são penálti, perdão, não são o fim do mundo, o mais certo é a região ser, de facto, o fim do mundo mais escandaloso que um árbitro não marcou.

sábado, 13 de outubro de 2007

To the left. to the left

Ouço no Telejornal da RTP-A alguém que até conheço discorrer sobre a necessidade de se estender aos idosos de todas as posses a possibilidade de acederem a residências assistidas. A esta, eu acrescentaria uma outra necessidade premente que passa pelo acesso de todos os jovens dessas idades a equipamentos de GPS, não para localizarem o lar mais próximo, mas para localizarem o acelerador do carro.

PS – Este pedaço de esterco levou com este título depois de me passar pelo aterro sanitário uma delirante associação entre o nome do tema “Irreplaceable” da Beyonce e aquela lendária expressão “os cemitérios estão cheios de insubstituíveis”. Enfim, coisas próprias da terceira idade.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Isso fica em cascos de rolha

Mestre José Scut Contente demonstrou recentemente que nem só o asfalto betuminoso lhe enche a alma, pois anunciou algo que certamente permitirá vislumbrar umas poucas almas em repouso, umas quantas a arder e até mesmo o senhor que dizem ter barbas brancas a recrear-se com uma Barbie. Contente publicitou, então, a instalação em S. Miguel de uma empresa do sector aeroespacial.

É sem claridade de dúvidas uma entidade absolutamente indispensável para os governantes da constelação açoriana, dado que vão passar a poder afirmar que um desenvolvimento ao nível das famosas médias europeias já se vê nos Açores… através de telescópio.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

What happens in Funchal stays in Funchal

Jardim: “Isso é uma conversa de costureirinha da Sé, saber que tu dissestes isto mas agora já não dizes isso (…) É uma união de facto, foi um namoro de 11 anos. Leva-se 11 anos a namorar, a mandar pérolas um ao outro e, agora, passou-se não propriamente ao casamento mas a uma espécie de união de facto política.”

César: “O senhor presidente [da Madeira] tem uma noiva antiga (…) O pior é que tenho de dar explicações quando chegar a casa.” (RTP)

PS – Fico extremamente grato ao grande timoneiro do insulto da política portuguesa, por me ter ajudado a descobrir a minha vocação: costureirinha da Sé!


PS2 – As montagens não costumam ser nada de especial, mas esta está ainda pior. É o que acontece quando se fica limitado a esse potentado da edição gráfica, um tal de MS Paint.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Memory eraser

Há cerca de um ano atrás, o grande timoneiro da República das Bananas, também conhecido por João Jardim, proferiu mais uma das muitas máximas que lhe passam pela cabeça entre dois copos de uma qualquer zurrapa: “Carlos César? Não conheço esse gajo de lado nenhum!” César respondeu, classificando a grande atracção do Carnaval do Funchal de “grosseiro, cacofónico, tarouco, incorrecto” (JD), ou seja, César teceu os mais rasgados elogios a Jardim.

Passado um ano, César vai ter um jantar romântico com o próprio Jardim no bunker do líder anti-cubano do Funchal (GaCS). Onde é que estes dois terão comprado um dispositivo de apagamento da memória? Será que se vende ao quilo na Loja da Cultura recentemente aberta em Ponta Delgada?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Evolução

A RTP1 está a emitir hoje os seus noticiários a partir do Faial, para comemorar os 50 anos da erupção dos Capelinhos. É sem dúvida um sinal positivo este de os Açores não serem só notícia nos canais nacionais quando há algum desastre natural. Agora também são notícia quando se comemora os aniversários de desastres naturais.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Prefere aroma limão ou lavanda?

"não me ponho de joelhos diante do Primeiro-Ministro para pedir o que quer que seja" Ti Carlins (AO)

sábado, 22 de setembro de 2007

Pancadaria

Vai haver umas cenas de porrada esta noite no Coliseu Micaelense. O evento tem como nome oficial Coliseu Fight Night, mas o Açoriano Oriental de hoje prefere-lhe chamar, na sua primeira página, Coliseu Fught Night. Podia ter sido pior (ou melhor), pois bastavam mais uns reajustes na palavra do meio para que a porrada fosse de outra natureza.

Nesta gloriosa noite, vai estar em disputa um título mundial de low kick ou, em Português, golpes baixos (uma tradução que me dá jeito agora). Pensando nestes tais golpes baixos e nos arrufos entre a Câmara de Ponta Delgada e o Governo Regional, por causa de um parque de estacionamento subterrâneo que está para nascer na avenida, julgo que este título vai ser disputado entre Berta Cabral e Carlos César.

PS – Agora que pôs estes dois em disputa, tenho que admitir não seria boa ideia fazer os tais reajustes em “Fught”, pois o espectáculo atingiria níveis de degradação humana capazes de fazer chamar o gregório até aos maiores apreciadores de sites como o Rotten.

sábado, 15 de setembro de 2007

Solidariedade

Por estes dias, decorre no Largo Mártires da Pátria (em frente ao antigo Liceu) uma feira de economia solidária. Julgo que se trata de uma iniciativa nobre, pois já não era sem tempo que alguém se solidarizasse com a economia do tráfego de droga da zona.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Um turista conquista-se pela barriga

Um jornalista do Telegraph veio até aos Açores, resultando da viagem uma reportagem onde o dito cujo se queixa da qualidade da comida indígena. Sabendo-se das enormes tradições gastronómicas inglesas, o que mais terá desgostado o jornalista foi não ter encontrado um restaurante especializado em fish 'n' chips.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Bom gosto

Zeus, o senhor que, entre outros atributos, controla a pluviosidade, revelou ontem o seu bom gosto ao fazer verter sobre S. Miguel aquele líquido que também existe nos Açores. Tal benfeitoria fez cancelar a festa do PS-Açores, onde actuariam uma série de artistas da variante pimba, de entre os quais se destacava o cabeça-de-cartaz, um tal de Carlos César.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Nem sempre um homem se aguenta

Frequentemente, tipo quando o rei faz anos, gosto de pensar em coisas que sejam um pouco mais apetitosas para com o espirito destrutivo do que uns valents dias de chuva e nevoeiro acorianos. E uma busca que pode parecer deveras masoquista, mas sempre se acaba por vislumbrar um ou outro momento que nos traz alguma alguma revolta de espirito.

Para emoldurar estes momentos, nada melhor do que um bom alimento para a mente e uma localizacao geografica assaz intrigante. Assim, estava eu posto em sossego a ler uma noticia sobre algo que une povos tao desavindos, como o israelita e os arabes, e que passa pelo grande numero de visitas que os arabes fazem aos sites porno israelitas, quando me apercebi do meu posicionamento geografico: a cerca de 4500km dos Acores, mas muito proximo de uma sanita.

Infelizmente, “muito proximo de uma” nao significa “sentado numa”, pois, se assim fosse, nao tinha vertido para o chao alguma urina quando passou meia-duzia de metros acima de casa um F16 ou bicho semelhante que treinava para um festival aereo a 4500km/h (sim, eu tinha um radar comigo).

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O crime talvez compense

Ele ha quem pratique desportos radicais, como viajar no Ilha Azul, ou faca um sem numero de actividades ainda mais arriscadas, como ouvir um discurso de Rui Melo, para ter uma descarga de adrenalina digna de relevo. Eu sou muito mais comedido, pois a designacao de um crime assim mais para o estranho e suficiente para me elevar os niveis deste estupefaciente. Enfim, cada qual com a sua pancada.

Um dos crimes que sempre me fascinou e o da "participacao economica em negocio". E que se esta mesmo a ver que nenhuma pessoa de bem participa num negocio com a intencao de obter vantagens economicas. Eu, por acaso, costumo ter em mente o objectivo de ganhar algum, mas isso e so porque sou ma pessoa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Vamos dancar o bailinho da Madeira

Numa recente visita 'a Madeira, o edil de Vila Franca do Campo dirigiu estas elogiosas palavras ao timoneiro da Republica das Bananas:
"Os Açorianos e muitos Portugueses do Continente, precisavam de ver a obra realizada na Madeira e o seu desenvolvimento. Só comparando, é possível reconhecer a obra dos Governos do Dr. Alberto João Jardim." (CMVFC)

O que as pessoas nao sabem e' que o proprio Rui Melo ja' anda a seguir as pisadas do seu heroi, como e notorio na foto abaixo.

Camisa aberta – e' um primeiro passo para a mimese da posse de Jardim na capa do Tal & Qual em 1997, onde o grande inaugurador de obras madeirense aparecia envergando apenas um par de cuecas.

Cordao de ouro proeminente – sinal de bom-gosto e requinte ao nivel do idolo madeirense.

Oculos escuros – nos Acores podem ficar na mao, mas na Madeira sao um apetrecho indispensavel, pois assim nao se veem os tiques autocraticos de Ti Alberto Joao.

Charuto – o ultimo elo de ligacao e o trampolim para uma aparicao na capa de uma publicacao nacional dita de referencia.

Atlantico Expresso (06/08/2007)


Unica (02/10/2004)

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Scents of the world

Ha por ai uma quantidade apreciavel de gente que se pode resumir a uma pessoa (va la, duas) que me tem atazanado o juizo sobre qual a fragancia exotica que mais se assemelha ao cheiro exalado por esta lixeira a ceu aberto que alguns confundem com um blogue.

Esta curiosidade assaz disparatada tirou-me o sono, nos ultimos meses, durante uns 3 minutos, o que foi tempo mais do que suficiente para fazer com que o meu solitario neuronio passasse a analisar todos os odores com que se deparava ate detectar um que lhe satisfizesse o apetite. O escolhido foi, assim ao calhas, o fedor que nos assombra as entranhas quando entramos num cibercafe frequentado maioritariamente por coreanos que injectam no organismo, que e como quem diz, comem cordoes umbilicais de Yorkshire Terriers tracados com Pitbulls, embuidos num molho feito a base de fluido menstrual de lesbicas cuja virgindade dos canais auditivos ainda nao foi deflorada por nenhum cotonete.

PS – Entretanto, vou ali gregoriar e ja volto.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Street cred

Mário Andrade, ali das bandas da Ribeira Grande, foi um dos melhores marcadores do Campeonato do Mundo de Futebol de Rua (também conhecido por Mundial dos Sem Abrigo) que decorreu recentemente na Dinamarca. A coisa correu tão bem que o jovem até foi convidado para treinar à experiência num clube lá da zona (Futebol Clube da Ponte Movediça de Copenhaga ou lá como se chama a agremiação).

Quando soube da notícia e comparou as performances do rapaz com as dos seus jogadores, o Santa Clara decidiu “realojar” os seus atletas junto à porta da sede... do lado de fora, como é óbvio!


sábado, 4 de agosto de 2007

E quantas toneladas é que vai querer?

A vox populi tem andado a espalhar pelo mundo dos vivos – local paradisíaco, dizem-me – que houve alguém que andou por aí a estudar o que os açorianos pensam sobre o turismo. É uma atitude de louvar, embora receie que não tenham perguntado aos inquiridos qual era o pau mais indicado para empalar um turista. Ainda assim, o Gabinete de Propagando do Governo Regional exultou de volúpia.
A análise dos resultados permite concluir, igualmente, que os Açores são um destino turístico cuja capacidade de carga está, ainda, longe, de ser atingida (GaCS, negrito meu)
A atentar na forma assaz humanizadora (e recheada de vírgulas) como esta conclusão é apresentada, o Governo Regional só pode ter alterado a sua política de fomento do turismo. Deste modo, em vez de subsidiar avionetas da CIA, para trazerem turistas com um poder de compra inferior a uma hiena grávida de trigémeos, o Governo Regional vai passar a apoiar a vinda de porta-contentores.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Um homem a dar à luz

De tempos a tempos, vai lá, de cada vez que vou à latrina, apetece-me colocar por aqui uns títulos assim mais para o disparatado. Demência em último grau dirão alguns; uma banalidade para um meteorologista amador afirmarão outros; algo que acontece amiúde em palcos com muito fumo assegurará Paulo Silva. Caminhe por onde caminhar a mentira, a verdade é que eu acabo de dar à luz. Foi uma luta titânica, daquelas que jamais ousaria sequer imaginar, com um final agridoce e muito malcheiroso.

As gotas de suor escorriam-me pela cara abaixo, misturando-se com as lágrimas; as pernas eram flexionadas num suspeito vaivém; a vontade de andar um pouco era coarctada pelo temor de parir no local errado; as dores venciam toda e qualquer anestesia e provocavam uivos capazes de assustar periquitos recém-nascidos. Então, quando o suicídio parecia o único conforto, a minha delicada abertura anal apresenta, à frescura da água da sanita e a alguma urina, o mais grosso cagalhão que alguma vez concebi. Por uns breves segundos, contemplei aquela criação épica. Cheguei mesmo a sentir orgulho, mas isso foi sol de pouca dura, pois logo pensei que devia de ter o orifício em pior estado do que o de um panilhas depois de ser entabuado à grande e à francesa.

sábado, 28 de julho de 2007

Com a verdade m' enganas

Este fim-de-semana há, nas Capelas, um evento de música electrónica só com DJs femininas. A organização está a cargo da Fábrica de Espectáculos, a mesma entidade que organizou um suposto concerto de Bob Sinclar. Recomenda-me a quem for lá que leve uma foto das DJs... só para confirmar.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Poluição

Aquele agente de degradação da mente humana que passa na TVI e é conhecido por “Ilha dos Amores” está a fazer umas gravações em Angra do Heroísmo. Para não beliscar a dignidade do galardão, quando soube da notícia, a UNESCO mandou retirar o título de património mundial àquela cidade.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Vai mais um cigarro?

Passados dois dias sobre o desmoronamento de uma casa em Ponta Delgada, a rua onde a mesma se localizava ainda se encontra encerrada ao trânsito, para remoção de destroços. Pelo andar da carruagem, já há quem diga que esta operação vai levar mais tempo do que a limpeza do ground zero em Nova Iorque.

sábado, 21 de julho de 2007

De facto, foi diferente

“Vamos criar um espectáculo diferente” garante Paulo Silva (Saber Açores, Julho 2007)

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Holding far from that world

Na próxima sexta-feira, tem lugar na Vinha d’ Areia um concerto com Bob Sinclar. Tendo em conta a natureza dos espécimens que costumam propagar a música do dito senhor num volume inversamente proporcional à sua dimensão peniana, é bem possível que o evento acolha a maior concentração de rafeiros, por metro quadrado, do Atlântico Norte e arredores.

domingo, 15 de julho de 2007

Era aquela do "Nós pimba"

O presidente do Governo dos Açores garantiu, hoje, que as obras promovidas pelo seu executivo não surgem como num programa de “discos pedidos” (GaCS)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Intelligent design

Andei por aí a pesquisar e não encontro forma de dar razão aos cientistas. Dizem estas criaturas que as águas-vivas são desprovidas daquela coisa que também não encontramos na maioria dos políticos da nossa praça: inteligência. Assaz discordo desta constatação científica, por mais provas de âmbito teórico-prático que me apresentem. Que eu me lembre, é a segunda vez que estes seres me causam danos, e nenhum mal a este mundo viria se a escolha do local para a implantação dos tentáculos tivesse sido outra. (Não, não me acertaram nas zonas pudibundas, até porque os apêndices que tenho por aquelas bandas são demasiado pequenos mesmo para os minúsculos tentáculos das ditas cujas.)

Por esta altura, já todos devem ter concluído que eu também padeço do mesmo mal dos políticos, pois isto de entrar em água onde deambulam águas-vivas consegue ser menos inteligente do que um qualquer plano de ordenamento do território. Pois, é bem possível que tenham razão, mas também não podiam esperar muito mais de um indivíduo que se intitula de Meteorologista Amador.

Seja lá qual for a cor do bikini da gaja boa que estava ao meu lado e com quem troquei algumas típicas palavras de engate, do tipo “Olha, outra água-viva ali!”, o certo é que só seres de superior inteligência é que podiam, pela segunda vez, assentar tentáculos na parte posterior do joelho – mesmo na dobra! E a coisa até atinge dimensões sádicas, se pensarmos que eu estava tão-somente a praticar aquela modalidade olímpica que dá pelo nome de molhar os pés à beira d’ água. (OK, a água chegava-me até aos joelhos.)

PS – Ter escrito esta posta de pescada ao ar livre junto a umas flores frequentadas por umas quantas abelhas também não foi o mais inteligente dos actos... É que nem sequer estava nenhuma gaja boa nas redondezas e hoje é Sexta-feira, 13.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Em flagrante

O Açoriano Oriental de hoje faz manchete com a detenção de umas quantas meninas que labutavam em casas da especialidade, o que certamente significará uma abordagem diferente à problemática por parte das autoridades. Consta que, anteriormente, as “dançarinas” diziam que eram apenas clientes da casa, logo não eram trabalhadoras ilegais. Parece que, a partir de agora, para se confirmar o crime, os agentes da autoridade solicitam mesmo os serviços das ditas, para depois as prendem com a boca no trombone.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Hoje é segunda-feira :) III

Batem-me fundo no coração (ou no cano de esgoto, que é mais ou menos no mesmo sítio) os apelos de mais esta segunda-feira, para que faça ver a todos os seres inferiores que a maldizem que eles tão-somente padecem de um decrépito desdém por quem já goza férias. Os apelos bateram tão fundo que me virei para o outro lado e retomei o sono. (Sim, estas coisas manifestam-se enquanto durmo. É isso ou então aquilo era um sonho húmido, o que, no meu caso, não faz grande diferença.)

Seja lá qual for a forma da corcunda do apelo, senti-me compelido a deixar por aqui mais este pedaço de esterco, pois o despertador – esse filho bastardo – avivou o meu gosto inato … por sirenes dos bombeiros. É provável que não apreciem particularmente este sinistro som, mas, se calhar, já vos agrada esvaziar um extintor... sobre o chefe ou aquele colega de quem ninguém gosta. (Já devem estranhar esta minha fixação sobre estes dois espécimens, porém já deviam saber que não possuo todas as faculdades mentais de uma pessoa dita normal.)

Ora, como se arranja uma desculpa para usarmos o chefe ou o tal colega como alvos do pó branco do extintor? De vários quadrantes nos podemos debruçar sobre esta problemática disfunção, pelo que a minha aproximação ao bicho-de-sete-cabeças é apenas um dos trilhos pedestres que podem ser percorridos. Bem sei que abordar os meandros da produção do fogo, num país com mais incêndios florestais do que zona económica exclusiva, é como querer ensinar a Ave Maria à freira. No entanto, a nobre arte do controlo das flamas ateadas é algo que ainda não foi absorvido pelo código genético da maioria dos portugueses, daí deixar aqui este manual.

Em primeiro lugar, convém que o chão onde se vai desenrolar a operação não seja alcatifado ou que existam por perto materiais com tendências inflamáveis, com excepção do nosso preparo. Se não puderem evitar a alcatifa e afins, coloquem, ao menos, os ingredientes dentro de um daqueles pratos descartáveis em folha de alumínio. Quanto aos condimentos, arranjem um pouco de palha, uma vela e respectivo suporte, álcool e um isqueiro ou fósforos. Se não arranjarem palha, experimentem com umas tiras saídas da destruidora de papel, embora julgue que o papel faça mais chama e menos fumo do que a palha, o que não vos dará uma “cortina de fumo” que podem usar como desculpa para terem apontado o extintor a quem mais vos aprazia e não à origem do incêndio. Arranjem, então, um local próximo dos pés da vítima (mas em que a miscelânea fique escondida), coloquem a vela no suporte, espalhem a palha à volta e regem-na com álcool, para aquilo pegar forte. A vela é importante, pois vai levar um pouco até que a cera chegue à palha e a incendeie, pelo que dá para fazer a coisa numa curta ausência da vítima, sendo que aquilo só deflagrará quando ele já estiver novamente na sua secretária. Por fim, é fazer tiro, perdão, lançar pó ao alvo.

PS – Se quiserem tornar a coisa mais espirituosa, podem juntar à palha uns grãos de incenso... ou de outra coisa qualquer que vos deixe mais alegres!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Uma questão de siglas

Chegou à ilha do arcanjo o Cartão do Cidadão, também conhecido por Cartão Único, que vem substituir, entre outros, o Bilhete de Identidade. Tal como agora nos pedem o BI em todo o lado, já estou a imaginar que, no futuro, alguém possa chegar a um banco e, ao pedir um empréstimo, seja confrontado com uma resposta do género “Temos muito gosto em lhe emprestar esta quantia, mas para isso tem de nos dar o seu CU.”, o que será um bocado chato... Ou será que torna as coisas muito mais reais?

sábado, 30 de junho de 2007

Flexisegurança

Com a anunciada revisão do Código do Trabalho, este é o conceito chave das novas relações laborais. Em troca da flexibilidade do trabalhador para desempenhar várias tarefas, supostamente garante-se a segurança no emprego. Lavar a casa-de-banho antes de se fazer um relatório sobre a quebra nas vendas de escovas de piaçaba pode parecer descabido, mas também pode ser só o início de uma brilhante carreira na área da limpeza, caso as vendas de piaçabas não subam.

Muito boa gente anda a resistir a estas mudanças, mas o que é certo que muitos quadros qualificados já aderiram à ideia. O exemplo a que tive acesso é paradigmático. Um amigo meu foi fazer uma ecografia ao joelho a um reputado analista da nossa praça. O que ele não sabia é que este analista também faz agora uns biscates como detective particular, pelo que conseguiu incluir nas conclusões da sua análise dados relativos aos dois mundos.

Pode parecer estranho a mesma pessoa enveredar por profissões tão distintas. Mas a estranheza logo passa quando pensamos que um divórcio é coisa para se arrastar uns 2 ou 3 anos pelos tribunais e a espera para se operar um joelho no hospital dura mais ou menos o mesmo.

domingo, 24 de junho de 2007

Assalto

Pelo Gabinete de Propaganda do Governo regional, lê-se isto:
No sector da habitação, o Governo dos Açores tem previstos investimentos da ordem dos 14 milhões de euros nesta legislatura, na Vila de Rabo de Peixe. O secretário regional da Habitação disse que este investimento representa a vontade política do Governo presidido por Carlos César de resolver um problema que no passado era uma "fatalidade". (GaCS)
Depois deparámo-nos com isto:
O meu marido não trabalha, não quer trabalhar. É um preguiçoso! Os meus dois filhos de vinte e de vinte e um anos também não querem trabalhar. Para lhes dar de comer tenho de ir para a cidade pedir esmola. E, agora, com a luz e a água da casa nova para pagar vejo-me obrigada a ir pedir também para isso. (RTP-Açores via azorpress)
Mais do que procurar os conselhos de um especialista em fuga aos impostos, o que me apetece é transformar esta “fatalidade” num internamento compulsivo num campo de trabalhos forçados.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Punch line

Diz quem percebe da poda que a punch line se resume a uma banal e até entediante palavra (ou conjunto delas) com poderes alquímicos, pois transforma a nossa pacata existência em sorrisos, gargalhadas e mesmos outras cenas afins (nos casos mais extremos, há quem rebole no chão ou se mije todo). E a coisa funciona tão-somente porque normalmente esta(s) fastidiosa(s) palavra(s) se segue(m) a outras de uma forma que não é esperada, por quem tem estas reacções assim mais… despropositadas. (E digo despropositadas porque, pelo menos, a minha avozinha sempre disse: “Muito riso, pouco siso!”)

Exemplos desta alquimia são mais do que a chuva nos Açores – o que é um feito notável –, mas apeteceu-me ir desencantar um a um sítio algo… inesperado. O destaque da habitual página de divulgação de websites da Saber Açores, deste mês, é dado ao Azoresrent, descambando a descrição do mesmo para uma miríade de termos técnicos capaz de enfadar até o maior dos geeks. Depois de tão forte aguaceiro de tecnicismos, aquela frase final só pode ser entendida como uma poderosa punch line apenas ao alcance daquelas mentes predestinadas ao mais fino humor – como eu as invejo!

(Saber Açores, Junho 2007)

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O fabuloso mundo alternativo do Correio dos Açores

Para o comum dos mortais, o prémio “revelação do ano” distingue alguém que tenha passado a ser conhecido do grande público por ter realizado um qualquer feito assinalável. Porém, quem organiza a votação Os “10 mais” do Correio dos Açores certamente terá um espírito aberto que não se deixa constranger pelo que a generalidade das pessoas entende sobre este prémio. (Isto do “espírito aberto” foi um eufemismo para “certamente será pouco dotado de massa cinzenta”.)

Ora vejamos, no ano passado quem ganhou o prémio revelação foi… Natalino Viveiros (director do próprio jornal). Tendo sido secretário regional durante uma carrada de anos, a quem é que Natalino Viveiros se terá revelado em 2005? Aos meandros das decisões governamentais menos claras? Não. Aos tribunais? Também não. À eloquência discursiva? Definitivamente, não. Portanto, o mistério permanece e é matéria que, só por si, justifica toda uma série CSI: Açores.

Entretanto, um ano passou e é altura de se conhecerem os nomeados relativos a 2006. E os felizardos são: Victor Cruz, Vasco Garcia e Sónia Borges de Sousa. Tudo nomes que encaixam que nem uma luva na categoria “Revelação” ou talvez não.

Victor Cruz, que já no tempo do Ti João Bosco era considerado o seu delfim, que assumiu a liderança do PSD-A em 2000, que concorreu às eleições regionais em 2004, que se demitiu da dita liderança em 2005, só alcançou em 2006 aquele estatuto mítico por todos almejado: esteve desaparecido em combate na gerência de um hiper. Como não aparecer é antónimo de revelar-se, a nomeação fica plenamente justificada.

Vasco Garcia, professor da UAç desde a sua fundação, eurodeputado de 1989 a 1994, magnífico da UAç entre 1995 e 2003, apenas em 2006 atingiu finalmente a notoriedade pública que sempre procurou ao assumir a presidência dos Bombeiros de PDL. Logo, a nomeação tem tudo para ser igualmente apropriada.

A nomeação de Sónia Borges de Sousa segue a lógica da rama da batata doce das anteriores. Aliás, Sónia Borges de Sousa tem tantos predicados que também poderia ser nomeada numa outra categoria: Ilustre Desconhecida do Ano.

sábado, 16 de junho de 2007

Sugestão turística

Vagueava eu por aí descansado, a saborear a chuva, quando fui abordado por um turista que me indagou sobre onde poderia encontrar, este fim-de-semana, em PDL, um local bem frequentado e sem uma grande quantidade de gente propensa para o crime. Ele próprio mostrou-me dois possíveis locais no mapa: a Cadeia da Boa Nova e o Teatro Micaelense. Ao indicar estes dois locais, o turista facilitou-me imensamente a vida, tendo eu logo sugerido a Boa Nova, dado que no Teatro Micaelense está a decorrer, este fim-de-semana, um congresso com mais de mil presidentes de câmara e derivados.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Where's Wally?

O Açoriano Oriental de ontem publica uma notícia, com chamada à primeira página, que leva com o título “SATA baptiza aviões em dia de aniversário”. A notícia sobre o baptismo é tão boa, mas mesmo tão boa... que nem refere o nome que os aviões vão receber.


quarta-feira, 13 de junho de 2007

Luz

Sempre atenta às diferentes dinâmicas sociais, a Câmara Municipal de PDL acaba de solicitar à EDA a alteração da cor da iluminação pública na Estrada da Ribeira Grande antiga, na zona da Pranchina (Fábrica da Moaçor, residências universitárias, antigo quartel e arredores). Assim, e para que o ambiente se torne digno de quem por lá labuta, a zona passará a ter luz vermelha.

PS – Reparo agora (logo, isto é um verdadeiro post-scriptum) que "labuta" rima com aquela outra palavra que... Pronto, é melhor não dizer mais nada.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Adivinha

Qual é o mês qual é ele cujo nome começa por J e em que chove quase todos os dias? Junho (embora Julho também se possa vir a revelar uma boa opção).


domingo, 10 de junho de 2007

“Portanto, enfim, é fazer a conta”

O presidente da Câmara das Lages das Flores foi condenado, pelo tribunal, a devolver 150 mil euros que recebeu indevidamente ao longo dos últimos 8 anos, porque para além de autarca, também fazia uns biscates por fora.

Se eu fosse o edil das Lages das Flores, eu pagava com a mesma moeda, isto é, também ponha um processo em tribunal, mas contra desconhecidos (sempre sonhei em pôr um processo contra desconhecidos). Qual o crime de que acusava essas tais almas incógnitas? Discriminação. Não é que ele só lucrou uns míseros 150 mil euros, enquanto alguns colegas seus terão sacado milhões nas negociatas entre a Câmara de Lisboa e a Bragaparques?

PS – O título deste detrito saiu directamente deste estrondoso marco histórico da contemporaneidade portuguesa.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Vintage porn

Não se assustem. O título deste resíduo sólido urbano resulta apenas de um ataque mais agudo de algo de que padeço... Demência, creio que é isso. As incautas almas, que estão a ver a sua mente conspurcada pela exposição a este material assaz tóxico, certamente se interrogarão se será possível que quem por aqui defeca esta palavras seja atingido por esta maleita em níveis ainda mais elevados do que os habituais. Apesar de complexa, a resposta pode ser sintetizada numa palavra: é. Pior, é sempre exequível.

O bicho-de-sete-cabeças, que é como quem diz, o problema é que a demência, quando devidamente alimentada, se pode travestir em breves acessos de clarividência. Urge, assim, aproveitar um destes instantes para tentar justificar o injustificável. Ora, vintage não levanta bichos-de-sete-cabeças, pois até um viciado em vinho-de-cheio sabe que se refere a algo de antigo. Já porn abre todo um conjunto de pernas, perdão, de possibilidades. Mas, se entendermos a palavra como parente mais ou menos próxima de obscenidade, então logo se depreenderá que vou deixar por aqui mais um inglorioso recorte de uma qualquer publicação local.

Prometi abordar, nesta lixeira, a veia poética do multitalentoso apresentador de Máquinas e Lazer (RTP-A), editor da Saber Açores, empresário de ramos alternativos, organizador de eventos de “lazer e evasão”™, “jornalista” tão avesso a “arreliadoras avarias mecânicas em máquinas nipónicas”™, comentador de provas de natureza tendencialmente automobilística (são provas automobilísticas, mas o comentador leva-nos amiúde para universos paralelos), enfim, do Poeta Rui Ferreira. A sua voz é maviosa, mas é ao ver as suas elocuções grafadas no papel que atingimos a plenitude. Ler uma linha sua é colocarmo-nos para além da palavra, é transportarmo-nos para uma dimensão onírica de plena fusão entre o real e o... grotesco.

Seleccionar uma tirada de um poeta é tarefa deveras espinhosa. Porém, o contraste entre a banalidade da pergunta e a extravagância da resposta faz da passagem abaixo o mote que nos deverá conduzir até ao universo rui-ferreiriano
(clique para ampliar).

(Correio dos Açores, 09/10/2005)

PS - A resposta é tão esmagadora que nem vou referir o facto de não constituir uma frase, pois o poeta usa uma forma nominal do verbo ("corporizando").

™ Frases míticas proferidas pelo poeta, entretanto vulgarizadas pela resposta acima.

domingo, 3 de junho de 2007

Fast cars, fast women and fast... food players

A gente idealiza as coisas e depois a gente decepciona-se. A gente pensa que os desportistas (e os aspirantes a) fazem determinadas coisas e depois a gente vem a saber que afinal não é assim. A gente pensa que é só a gente que come mal, mas depois a gente percebe que não quando a gente lê aquele conjunto de folhas a que alguma gente chama revista Açores. (Repeti ad nauseam “a gente”, para evitar escrever algo como “eu li aquele conjunto de folhas”.)

(Açores, 03.06.07)

Já diz o ditado que de pequenino é que se come o pepino que vem no meio dos hamburgers. Agora, fico é sem saber como o Pauleta chegou onde chegou, tendo crescido sem Burger King.

PS - Aquele conjunto de folhas a que alguma gente chama revista Açores também podia era investir numa formação para o seus colaboradores subordinada ao tema “Como usar o verificador ortográfico em línguas estrangeiras (e, já agora, na língua materna)”.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Novo juramento

Nos tempos da outra senhora, os funcionários públicos tinham de fazer prova da sua fidelidade canina ao regime, através deste juramento:
Declaro por minha honra que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição política de 1933, com activo repúdio do comunismo e de todas as ideias subversivas. (Decreto-lei n.º 27 003, de 14/9/36)
Nos dias que correm, e depois de um professor ter sido suspenso por ter dito uma piada em privado a outro colega, o governo achou por bem que os funcionários públicos passem a jurar o seguinte:
Declaro por minha honra que estou integrado(a)* na ordem social estabelecida pelos Estatutos do Partido Socialista, com activo repúdio de piadas sobre a licenciatura do ENGENHEIRO Sócrates e de todas as ideias atentatórias da excelência do seu percurso académico.
*Atente-se na extraordinária evolução dos tempos que leva a que agora também se considere a hipótese de uma mulher entrar no funcionalismo público.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Say my name, say my name

Eu sei que não devia escrever isto por aqui. Depois desta posta de pescada, de certeza que me vão acusar de ter demasiado tempo livre, e isso é chato. Chato porque, a partir de agora, fico impedido de usar uma das desculpas mais profundamente elaboradas pela mente do nosso povo: “Eu adorava fazer isso, só que não tenho tempo.” Mas pronto, a minha inolvidável tendência para aqui deixar coisas assim a fugir para o… mau foi mais forte do que ocultar as minhas disponibilidades temporais.

E tenho muito tempo livre porque naveguei até ao site da Assembleia Regional. (Tirando jornalistas à espreita de uma notícia para fazer copy/paste, quantos mais açorianos consultarão aquele antro de pornografia?) É óbvio que não foi preciso clicar em muitos links para me deparar com isto. E isto é a lista de individualidades (ou serão personalidades?) que foram agraciadas (isso de “condecoradas” já está um bocado gasto) com uma medalhinha no Dia da Pombinha do Mota Amaral hoje comemorado. Poder-me-ia deter em cada uma delas, discorrendo sobre os seus (de)méritos… mas não tenho tempo para isso.

Assim, fico-me pela diferença de tratamento dado a dois dos presentes na lista: Jaime Gama e Barney Frank. Devo confessar que fiquei estupefacto com a não colocação, antes do nome de Jaime Gama, daquela partícula que identifica todos os seres desta estirpe: “Dr.”. Possivelmente as pessoas ficaram de sobreaviso, não se vá descobrir alguma coisa ruim sobre a licenciatura de Jaime Gama, como aconteceu com aquele outro senhor. Ainda assim, podiam ter usado os títulos de “Deputado” e/ou “Presidente da Assembleia da República”, mas nada. Num rasgo de ingenuidade, pensei que os encarregados destas formalidades já tinha crescido um pouco mais, passando a tratar as altas, e menos altas, individualidades apenas pelo respectivo nome. Eis se não quando me deparo com a forma como é apresentada um outro medalhado: Congressista Barney Frank. Ora, por que carga de chuva é que Barney Frank não foi apresentado como os demais agraciados? Talvez por ser estrangeiro e ainda haver por aí muita boa gente que sofre de um complexo de… Não, qual é mesmo a palavra? Provincianismo, acho que é isso.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Imparcialidade

Ele há conceitos que não se podem abordar de ânimo leve, especialmente quando há por aí muito boa gente que não tem bem a noção daquilo de que estamos a falar. Passou-me, assim de repente, este delírio pela cabeça enquanto folheava a edição do passado mês de Abril da revista Saber Açores. Certamente que alguém contestará esta minha afirmação, pois uma revista que tem como editor o Poeta Rui Ferreira jamais pode desencadear pensamentos delirantes nos seus leitores. Pois, também pensava que um poeta (analisarei a veia poética do dito cujo noutra post) estivesse rodeado por uma aura que impediria tais reacções mentais, mas enganei-me.

Entre muitos outros atributos e actividades, o Poeta Rui Ferreira é proprietário de uma empresa organizadora de eventos de “lazer e evasão” (palavras de poeta), uma tal de Promoverde. Esta entidade foi uma das responsáveis por uma recente prova de todo-o-terreno. Ora quem era a pessoa mais
imparcial que a Saber Açores podia arranjar para fazer a cobertura “jornalística” de tal evento? Se responderam Rui Ferreira, acabaram de ganhar um exemplar do Código Deontológico dos Jornalistas. (Permitam-me que vos recomende sobretudo o ponto 10.)

(Saber Açores, Abril 07)

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Hoje é segunda-feira :) II

Lanço-me novamente nesta infindável demanda de motivos para elevar a reputação deste dia por muitos incompreendido (hoje com especial importância por se tratar de uma segunda-feira útil entre duas que são feriado). Há obviamente uma miríade de actividades que podem ser desenvolvidas com o fim último de relegar para um canto do esquecimento o fim-de-semana imediatamente precedente, mas continuemos focados naquelas que fazem o chefe ou aquele colega de quem ninguém gosta rogar pragas ao dia em que nasceu.

Não pensem que esta minha predilecção pela segunda me impede de encontrar actividades de elevado grau de interesse para o fim-de-semana, antes pelo contrário. Ora atentem nesta verdadeira pérola que animará os dias anteriores à colocação em prática do plano que hoje vos apresento. Assim, como actividade de elevado cariz lúdico, têm de ir ao quintal ou jardim mais próximo em busca de… formigas. Caso esta espécie não abunde pelas vossas bandas, basta deixarem ao ar livre um frasco com um pouco de açúcar dentro e rapidamente têm a vossa colheita. Tapem o dito cujo com uma rede fina, pois a tampa impede a passagem de ar e, pensando que não, as formigas sentem a sua falta. Munidos com estes espécimes vivos, agora só precisam de levar convosco para o local de trabalho uma coisa absolutamente indispensável: uma garrafa de litro e meio de laranjada Melo Abreu (qualquer outra bebida altamente açucarada também serve, mas apeteceu-me nomear aqui um produto regional).

Com estes dois condimentos a postos, resta somente localizarem o carro do vosso alvo e preparar a respectiva infestação. O local ideal para começar a lançar o refrigerante é a grelha imediatamente abaixo do pára-brisas, seguindo-se depois para as borrachas dos vidros das portas. Aquelas borrachas com uma textura algo absorvente (onde por vezes a nossa humidade faz com que cresçam limos) devem merecer especial atenção. Após o vosso líquido de predilecção estar devidamente espalhado, é só lançar as formigas no seu novo habitat. E pronto, alguém ganhará uma lavagem do carro de forma inteiramente grátis.

domingo, 20 de maio de 2007

Borbulhas

Tive um ataque de borbulhas nos últimos dias, e a coisa agravava-se sempre que me abeirava da avenida marginal de PDL. O ataque atingiu proporções tais que eu até perdi o amor ao dinheiro, que é como quem diz, fui ao médico. Paguei 60 euros por uns 5 minutos de conversa (ainda dizem que ir às bruxas sai caro) durante a qual ele logo me diagnosticou a maleita de que padeço: alergia à ferrugem em doses incomensuráveis. Fiquei intrigado com esta alergia, mas bastou-me estar um pouco mais atento às notícias, para perceber qual era a fonte desta miríade de ferrugem. Para celebrar o Dia da Marinha, a Armada Portuguesa fez descolar para PDL uma boa parte dos seus navios.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Valor acrescentado

Ele há coisas que não se percebem. O Correio dos Açores de hoje faz manchete com a falta de espírito empreendedor nos Açores, ou seja, não se criam negócios que tragam algo de novo ou, em economês, que tragam valor acrescentado. Por outro lado, vejo no Jornal da Tarde da RTP-A que há quem esteja revoltado pela existência de uma instalação militar lá para as bandas do Monte Brasil, na Terceira. Ele há ideia mais inovadora do que ter um trilho pedestre a atravessar... uma carreira de tiro? É óbvio que não, especialmente se a dita cuja não estiver devidamente delimitada e sinalizada. Já estou a ver uns quantos adrenaline junkies deste mundo a marcarem férias para a Terceira, para praticarem este novo desporto radical. Isto sim, é turismo com valor acrescentado... pois há que pagar o valor da trasladação dos restos mortais para o país de origem.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Bruxas

Ele há assuntos que não se podem abordar de ânimo leve. Há que lhes fornecer todo um enquadramento, só para não se passar por… depravado. Podia dizer que tão sublime e delicada temática foi a sobremesa de um recente jantar onde eu até era o único homem, mas logo me diriam que eu tudo estragara com a forma como havia discorrido sobre estes meandros. Enfim, é a velha dicotomia entre forma e conteúdo.

Estava eu entediado com tão supremas apoquentações quando a RTP-A se voltou a revelar salvadora. Com as mesmas origens do programa cujo nome é um oximoro (Açores VIP), surge-nos agora o Azores by Night. O nome em inglês é só para despistar, dado que o dito cujo também tem como referência máxima esta verdadeira Vénus de Milo com braços e, nas horas vagas, apresentadora da televisão regional, uma tal de Solange Vieira. Seguindo o velho axioma cambojano de que tudo o que passa na televisão fica revestido (ou será travestido?) de extrema dignidade, falar destas bruxas passou a fazer todo o sentido, desde que o Azores by Night se dedicou a fazer reportagens em casas de respeito, também conhecidas por clubes de strip e outras coisas mais. Portanto, é com revigorado sentido ético e moral que me lanço nesta empreitada.

Muitos me têm indagado sobre a real importância do dia 1 de Novembro. A minha resposta podia descambar para a problemática de ser o Dia de Todos os Santos e de anteceder o Dia dos Fiéis Defuntos, mas acho que isto seria falhar o essencial da questão. 1 de Novembro é digno de relevo porque é feriado e permite-nos sorver os últimos sabores da véspera, que é como quem diz, permite-nos curar a ressaca da noite de Halloween. Só que, no último dia 1 de Novembro, não foi propriamente uma ressaca que me assolou a alma (o corpo já é outra conversa), mas antes os grandiosos eventos a que havia assistido na noite anterior… numa casa de respeito.

A minha pura e imaculada mente jamais se permitiria sequer colocar a si própria a hipótese de me aproximar de tal local, pelo que certamente não terei percebido o alcance da afirmação de um colega meu: “Vamos ver bruxas.” E lá fomos até um dos ex libris do submundo ponta delgadense. À chegada, fomos surpreendidos por um grupo onde pontificavam diversos casais que, ou não tinham consultado o preçário, ou eram ricos, tais foram as table dances e o champanhe encomendados. Foi particularmente fascinante ver a cara de algumas mulheres, enquanto o respectivo era roçado de alto a baixo por uma stripper totalmente pelada. Para fazer subir ainda mais... o fascínio, um dos maridos aproveitou mesmo para dar uma ou outra palmada nas nádegas desnudadas, o que logo lhe valeu um reparo em tons abrasileirados: “Não pódi tocá!”

Apesar de tudo, testemunhávamos um momento verdadeiramente discriminatório, pelo que uma das strippers teve um gesto assaz igualitário: resolveu oferecer a uma das mulheres... uma table dance (aquilo são mais lap dances, mas pronto). O problema é que o acto teve tanto de igualitário como de irreflectido, pelo que logo se ouviu: “Eu não sou lésbica, eu não gosto de mulheres!” Ainda hoje esta mulher deve lamentar o momento em que abriu a boca para proferir esta deselegância, pois estas palavras revelaram-se como o rastilho que fez surgir um másculo stripper que pegou nela e sentou-a num banco que fora colocado junto ao varão. Depois, em pleno palco principal, e com o público essencialmente masculino de olhos nela, dispensou-lhe uma lap dance que acabou com strip total, embora ele tenha tapado o dito cujo com a roupa que acabara de tirar, para tristeza da mulher que tapava os olhos com as mãos… com os dedos abertos.

Ainda nos estávamos a recompor de tal performance, quando o nível da luz começa a minguar, ao mesmo tempo que entra uma nova música num volume mais elevado. Et voilà, o stripper
regressa à cena, agora acompanhado por uma das meninas da casa. Terminado o costumeiro ritual do desnudamento, os dois ainda proporcionaram aos presentes uma sessão de sexo sem penetração, tendo sempre escolhido posições que ocultavam as zonas mais pudibundas. Estranhava-se tal preocupação, pois segundo ouvi dizer (nunca assisti, como devem calcular), as meninas costumam mostrar tudo e mais alguma coisa, porém o epílogo da actuação tudo explicou. Umas fracções de segundo antes de terminar a música, ela tem um movimento inesperado, expondo à vista de todos a genitália dele. Fazendo uso das suas potentes cordas vocais, de imediato alguém do público se fez ouvir: “É preciso Viagra p’ra isso subir?”

domingo, 13 de maio de 2007

Efeitos secundários

Este ano, o Domingo do Santo Cristo calha no mesmo dia da primeira aparição da Virgem lá para os lados de Fátima. Temo que, durante o dia de hoje, possamos ser atingidos por uma overdose de santidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Aquecimento global

Ele há provas que não me desmentem. Não, não vou recorrer à já gasta, de tanto circular pela net, imagem que coteja o tamanho dos trajes de banho ao longo das últimas décadas. Isto é chão que já deu uvas, e uvas das quais certamente não se fez vinho de cheiro. Ora, aí está uma razão mais que plausível e pouco menos do que estúpida, para eu apresentar uma prova vinda deste lugar onde o vinho de cheiro ainda arrebita almas, corações e outras coisas mais.

Disse-me um familiar meu já emigrado para uma campa do Cemitério de S. Joaquim que, em tempos idos, que é como quem diz, em tempos de menos calor, era comum alguns artífices da terra (isso de agricultores é uma palavra já muito batida) irem até ao Bureau de Turismo, em PDL, para colocarem uma questão que lhes atazanava a alma: “Quando é que vem o próximo paquete com turistas?”

Perante o ar espantado desse meu familiar sobre a razão de tão disparata pergunta (mas não tão disparata quanto este post), o artífice da terra logo esclarecia: “Sabe o que é, eu quero plantar couvinha e aquilo precisa de água. Como sempre que vem cá um barco desses chove, eu queria aproveitar.”

Ora, esta semana de céu praticamente limpo contou com vários navios de cruzeiro em PDL, logo trata-se de uma prova irrefutável de que o aquecimento global veio para ficar.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Pós-modernidade

Ele há coisas que não deixam que me desmintam. Podem barafustar o que quiserem, mas a pós-modernidade já entrou Açores dentro com toda a pujança que se reconhece a um cordeiro mal morto.

O dispositivo que indica a passagem dos dias, vulgo calendário, ainda marca o primeiro fim-de-semana de Maio, mas o Sol já abrasa como num dia de Agosto... em que não chove. Enfim, é um tempo que pede roupas que permitem melhor espreitar e imaginar as vergonhas, sempre mais abafadas durante o Inverno. O convite para uma escapadela até dentro do mar está implícito e o cheiro a sardinha assada é o melhor condimento para recebermos as aragens de vanguardismo que nos invadem. Uma loura capa de revista, de origem estrangeira, passeia mais o marido, namorado ou amigo. Olha para um grupo de pessoas onde eu estou e depois fixa-se numa delas, enquanto morde o lábio. Por via das dúvidas, volta a olhar para a mesma pessoa e repete o gesto.

Moral da história, quando se quer engatar gajas, leva-se a namorada.

PS – As probabilidades de elas não me convidarem para a festa são elevadas, mas não se pode ter tudo.

domingo, 6 de maio de 2007

Filhos da...

Celebra-se hoje o dia dedicado àquela senhora que por nós esperou 9 meses (no caso dos prematuros terá sido menos, mas pronto). É comum por aí dizer-se de que se trata de um dia especial, pelo que devemos prestar uma homenagem, por mais singela que seja, a quem estoicamente nos limpou os restos da digestão dos alimentos quando éramos assim mais “petchenos”. É bem verdade que essa coisa das fraldas sempre me fez um bocado de confusão, porque na altura preferia andar por aí com as roupas de Adão, urinando e defecando de cada vez que sentia um chamamento superior. Mas pronto, admito que aquela senhora, por mais religiosa que fosse, não quereria que as vizinhas dissessem algo como: “Aquela é même uma testeza. Nem sabe cuidá do(a) petcheno(a).” (Apesar de ter posto o/a, podem chamar-me de machista na mesma.)

No entanto, o que me move hoje não são propriamente estas coisas assaz pertinentes para o comum dos mortais. O que me anda a fazer comichão na unha do dedo grande do pé esquerdo é a forma como comemoram este dia aquelas criaturas particularmente dotadas que se alcandoraram a um patamar muito superior, tendo mesmo granjeado o cobiçado epíteto de... filhos da mãe. Julgo que estes indivíduos têm uma certa propensão para a nostalgia e para as fragrâncias, pelo que é provável que queiram fazer a mãe reviver o passado, oferecendo-lhe uma fralda com restos da digestão dos alimentos.

PS – Pelo menos, foi o que ofereci hoje à minha mãe. Não sei porquê, mas parece-me que ela não gostou.

sábado, 5 de maio de 2007

Anacronismo

Allô, allô, serviço completo por menos de 100 euros em Ponta Delgada (mais info aqui)


Está bem, registo a informação. Agora a imagem escolhida para ilustrar a notícia é um verdadeiro quebra tesão. Será que quem fez tão estenuante investigação ainda julga que as putas locais são do calibre da lendária Gilda?

PS - Não sabem quem é a Gilda? Então, eduquem-se aqui!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Casting

A MTV Portugal promoveu, na semana passada, uma VJ Casting no Coliseu Micaelense. Eventos semelhantes vão decorrer por outras cidades do país, seguindo os vencedores para uma final nacional. Como era provável que os seleccionados nos Açores não fizessem grande figura por lá, a RTP-A resolveu antecipar-se. Assim, e num gesto de grande altruísmo, o canal regional arranjou aos dois um novo programa para encher as tardes.


quinta-feira, 3 de maio de 2007

A quanto está o quilo?

Um jogador da equipa de futebol do Madalena do Pico foi detido por tráfico de droga. Fiquei extremamente surpreendido pela notícia, pois não sabia que o Maradona estava a jogar lá.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Al Capone



(capa revista Açores, 29.04.07)

OK, para imitar uma verdadeira pose deste grande artista, falta o charuto, porque chá e Al Capone são duas palavras que não ligam.


segunda-feira, 30 de abril de 2007

Nova geografia

O governo regional fez distribuir junto com o Açoriano Oriental de ontem um pequeno panfleto com informação sobre o plano de ordenamento da orla costeira de S. Miguel. Detive-me com mais atenção na parte dedicada à zona este da ilha (acho que ainda se chama assim), reproduzindo a mesma aqui.


Olhando para esta porção do mapa, parece-me que a área de intervenção começa algures pelo concelho da Povoação, prolongando-se até ao concelho do Nordeste. Como me surgiram algumas dúvidas geográficas, resolvi ir até ao Google Earth, para melhor me situar do ponto de vista do sul e do norte.


Ora, parece-me que a coisa começa pelo sul e estende-se até ao norte. Então, qual o nome que algum génio da geografia resolveu dar a este plano? Plano de Ordenamento da Orla Costeira –
Costa Sul – S. Miguel (site oficial). Na mesma linha de pensamento, creio que o Nordeste verá a sua designação alterada... para Sudeste.